INSS
INVESTIGA CLUBES PARAENSES
INSS investiga clubes paraenses 14/04/2004
Instituto
busca esclarecimentos sobre não divulgação de
borderôs
Da
Agência Placar
SÃO PAULO - O INSS (Instituto
Nacional de Seguridade Social) começou a investigar os clubes
paraenses e a Federação de futebol local. O auditor
fiscal Sérgio Falcão, de Brasília, se reuniu com
os dirigentes da entidade para discutir a dívida da Federação
com a Previdência Social e buscou ainda esclarecimentos sobre a
não-divulgação dos borderôs completos dos
jogos do Campeonato Paraense na página da FPF na internet,
como manda o Estatuto do Torcedor.
A FPF alegou ter recolhido
suas contribuições previdenciárias dos árbitros
e quadro móvel.
“São pequenas incorreções
referentes aos recolhimentos das arbitragens, do quadro móvel
que a Federação já percebeu e imediatamente se
propôs a corrigir. Nós vamos fazer o acompanhamento
normalmente“, disse Falcão.
Sobre a publicação
dos borderôs, o auditor comentou que, nesta semana, a entidade
se comprometeu a revelá-los em seu site. Porém, nos
próximos jogos de Remo e Paysandu pelo Campeonato Brasileiro,
haverá fiscalização rigorosa antes de ser
anunciada as arrecadações.
O auditor mandou um
recado certeiro aos clubes. Sérgio Falcão anunciou o
combate às distribuições de cortesias de
ingressos, que não entram no borderô emitido pela
Federação e, portanto, não são repassados
à Previdência.
“Cortesia não existe
para a Previdência Social. Se o clube quer fornecer ingresso
para sua torcida organizada, para as pessoas que ele deve, tem que
adquirir o ingresso para constar no borderô“, afirmou.
DÍVIDAS DOS CLUBES
De acordo com o auditor, entre
os clubes paraenses, o Remo é o que tem maior dívida
ativa no Estado, de R$ 3.400.000,00. O Paysandu deve R$ 830 mil e a
Tuna Luso R$ 420 mil. Porém, a dívida atual dos três
clubes pode ganhar cifras maiores. Falcão adiantou que o INSS
já está realizando novos cálculos, uma vez que
esses números são referentes a 2000 e 2001.
(Revista
Placar, www.placar.com.br, 14/4/2004)