PFL decide expulsar João Batista


BRASÍLIA. A Comissão Executiva Nacional do PFL decidiu ontem, por unanimidade, expulsar o deputado João Batista Ramos da Silva do partido por ter sido flagrado transportando R$ 10 milhões em dinheiro no avião da Igreja Universal. Ele é bispo e presidente da seita. Além da expulsão, o deputado terá que se explicar numa Comissão de Sindicância da Corregedoria da Câmara.

O corregedor Ciro Nogueira (PP-PI) anunciou que irá convocá-lo para depor, em agosto. Se o episódio envolvendo João Batista for considerado falta de decoro parlamentar, ele pode ter seu mandato cassado. Mas antes o processo terá que passar pelo Conselho de Ética.

Em nota, o comando do PFL afirmou que não houve qualquer prejulgamento na expulsão de João Batista, mas o texto sustenta que ele contrariou princípios básicos inerentes à atividade parlamentar e partidária. O presidente do PFL disse que não irá entrar com representação contra o deputado no Conselho de Ética.

— Nós entendemos que os atos praticados não são compatíveis com atuação partidária e parlamentar, mas o partido não vai entrar com medida no Conselho de Ética — disse o presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen.

Perguntado sobre o episódio envolvendo as malas de dinheiro flagradas com João Batista, Ciro Nogueira respondeu:

— É lamentável.

(O Globo, O País, 13/07/2005)