O
CORINTHIANS E A NOVA ORDEM
O QUE ESTÁ EM JOGO
RACHA
ALVINEGRO
O
pedido de demissão do vice-presidente de futebol do
Corinthians, Roque Citadini, tem importância muito maior do que
uma mera divergência dentro de um clube.
Citadini
vislumbra o significado que terá o fim da última
parceria no futebol brasileiro, além de dar razão à
Hicks, porque a Hicks tem razão, que quer investir apenas no
futebol corintiano e não na parte social.
Quem
defende a saída dos norte-americanos com argumentos risíveis
como o Corinthians completou 90 anos sem parceiros, na
verdade, são os ex, e mal sucedidos, cartolas alvinegros que
gravitam em torno de Eduardo Farah que aposta em ter, de novo,
o Corinthians beijando sua mão e pedindo empréstimos
para obter um dinheiro que, na verdade, já pertence ao
Corinthians.
Só
não vê isso quem é cego ou está mal
intencionado caso de Farah e seus miquinhos docemente
amestrados, gente que o cartola salvou do desemprego por mais que
saiba que essa mesma gente já foi fonte de uma série de
matérias contra ele.
O
Vasco perdeu seu parceiro; o Flamengo idem, e sabe-se por quê.
Cruzeiro,
Palmeiras, Grêmio também ficaram na mão.
O
rompimento da Hicks com o Corinthians é muito mais grave do
que ver mais uma vez acabar o sonho do tal estádio.
Significará,
isso sim, a volta da política de formar e vender ídolos,
para pagar a conta da bocha, da peteca, do volei, áreas que
nada têm a ver com o torcedor alvinegro.
JUCA
KFOURI
(LANCE!,
30/5/2002, P.32)