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– 18/12/2003
CITADINI
CONTINUA A CRITICAR O ESTATUTO
O
vice-presidente do Corinthians não desiste. Em toda
oportunidade que surge, ele critica com vigor o texto da nova lei do
desporto que o deputado Gilmar Machado, do PT, pretende aprovar no
Congresso Nacional. Em São Paulo, todos os dirigentes de
clubes já aderiram ao movimento que Citadini criou para
modificar o texto da lei. Mas no Rio, para sua surpresa, ninguém
estava a par do que vinha ocorrendo.
“Acredite. Na
reunião de segunda-feira, nenhum dirigente carioca sabia que
uma nova lei vem aí para enterrar os clubes de futebol do
Brasil e privilegiar os bingos. Se não reagirmos, ela será
aprovada e não haverá possibilidade de retorno. Neste
caso, será melhor fechar nossas portas. Nenhum clube vai
conseguir sobreviver com tantas exigências.”
Concordo.
E estou com Citadini nesta empreitada.
SÉRGIO CARVALHO
(DIÁRIO
DE S. PAULO, ESPORTES, TOQUE DE BOLA, 18/12/2003, p. C-2)
MARCELINHO
PROVOCA DIVISÃO
A
vinda de Marcelinho Carioca pode provocar um intenso debate político
no Parque São Jorge. De um lado está Fran Papaiordanou,
que irá assumir a diretoria de futebol profissional do clube
em 2004. Ligado à Gaviões da Fiel, Fran é homem
de confiança do vice-presidente Nesi Cury e também
conta com a simpatia do presidente Alberto Dualib. Fran lidera a
corrente pró-Marcelinho e até tentou contato com o
jogador há alguns dias.
Do
outro lado está outro vice-presidente: Roque Citadini. O
principal argumento de Citadini são os processos que o jogador
move contra o clube. Para ele, não existe a menor
possibilidade de reconciliação entre as partes.
Enquanto
isso, a Fiel rói as unhas, torcendo para que a negociação
seja concluída. O presidente da Gaviões da Fiel,
Ronaldo Pinto, garante que Marcelinho será recebido de braços
abertos pelos gaviões. “O Marcelinho é o maior
ídolo corintiano dos últimos tempos. Ninguém
ganhou mais títulos do que ele”, declarou.
Ronaldo
também se mostrou favorável à contratação
de Rincón, apesar de ele ter sido chamado de mercenário
pelos torcedores, quando trocou o Corinthians pelo Santos, em 2001.
“O Rincón é o líder que a gente precisa
nesse momento. Estamos contentes com essa contratação.”
(DIÁRIO
DE S. PAULO, ESPORTES, 18/12/2003)