CARTOLA
DO TIMÃO TEM QUE SE EXPLICAR PARA QUEM O PAGA
SÃO
PAULO - Além de ter que explicar o êxodo de jogadores no
Corinthians, o vice-presidente de futebol, António Roque
Citadini, também terá que prestar contas por suas
atividades no Tribunal de Contas do Estado, onde é
conselheiro.
O
deputado estadual Wagner Salustiano (PSDB) entrou com um requerimento
na Assembléia Legislativa cobrando explicações
do corintiano. O parlamentar alega que o dirigente se ausenta muito
do Tribunal para trabalhar pelo clube paulista.
"Não
é brincadeira ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.
Ele tem uma série de mordomias, carro, assessores,
seguranças... E no entanto o que mais a gente vê é
o senhor Citadini viajando com o Corinthians, participando dos
negócios com jogadores", afirmou, em entrevista ao Jornal
da Tarde.
Salustiano,
no entanto, elogia a atuaçâo de Citadini como cartola e
conta que é corintiano. "Acho que como dirigente ele é
bom, mas é um homem público. Se não responder
com que frequência esteve por semana no TCE nos últimos
dois anos, pode ser preso."
O
cargo do dirigente no Parque São Jorge não é
remunerado. Ele recebe salário do TCE.
KLEBER
Citadini
foi taxativo ao ser perguntado porque "deixou" o
lateral-esquerdo sair. "O Kleber quis sair do Corinthians".
O
jogador foi emprestado ao Hannover, da Alemanha, por um ano. Os
cofres corintianos receberão R$1,2 milhão.
DESPEDIDA
Foram
260 jogos pelo Corinthians. Com esse número, Kléber era
o jogador do atual elenco com mais partidas disputadas pelo Timão.
Sábado, o lateral passou pelo Parque para se despedir.
"Foi
uma proposta boa para mim e para o Corinthians. Não tem
frustração nenhuma", disse.
As
negociações com os alemães duraram quase 30
dias. No período/ Kléber falou com o atacante Luizâo,
atualmente no Hertha Berlim.
"A
gente conversou sobre a cidade de Hannover e o futebol alemão.
Ele disse para procurá-lo se precisar de alguma coisa",
diz o lateral, que embarcou sábado com o pai.
Casado
com Cíntia, neta de italianos, Kléber espera conseguir
o passaporte europeu em janeiro de 2004. Acha que, assim, será
mais fácil assinar um contrato mais longo.
"Tenho
certeza de que só não saí antes por causa do
passaporte." Ele ainda mandou um recado para a Fiel. Mas não
foi um até logo. "Espero que a torcida apoie quem entrar
no meu lugar da mesma forma que me apoiaram quando substituí
Silvinho", afirma.
(TERRA,
30/8/2003)