NOTÍCIAS - 30/8/2003


CARTOLA DO TIMÃO TEM QUE SE EXPLICAR PARA QUEM O PAGA



SÃO PAULO - Além de ter que explicar o êxodo de jogadores no Corinthians, o vice-presidente de futebol, António Roque Citadini, também terá que prestar contas por suas atividades no Tribunal de Contas do Estado, onde é conselheiro.


O deputado estadual Wagner Salustiano (PSDB) entrou com um requerimento na Assembléia Legislativa cobrando explicações do corintiano. O parlamentar alega que o dirigente se ausenta muito do Tribunal para trabalhar pelo clube paulista.


"Não é brincadeira ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Ele tem uma série de mordomias, carro, assessores, seguranças... E no entanto o que mais a gente vê é o senhor Citadini viajando com o Corinthians, participando dos negócios com jogadores", afirmou, em entrevista ao Jornal da Tarde.


Salustiano, no entanto, elogia a atuaçâo de Citadini como cartola e conta que é corintiano. "Acho que como dirigente ele é bom, mas é um homem público. Se não responder com que frequência esteve por semana no TCE nos últimos dois anos, pode ser preso."


O cargo do dirigente no Parque São Jorge não é remunerado. Ele recebe salário do TCE.


KLEBER

Citadini foi taxativo ao ser perguntado porque "deixou" o lateral-esquerdo sair. "O Kleber quis sair do Corinthians".


O jogador foi emprestado ao Hannover, da Alemanha, por um ano. Os cofres corintianos receberão R$1,2 milhão.


DESPEDIDA

Foram 260 jogos pelo Corinthians. Com esse número, Kléber era o jogador do atual elenco com mais partidas disputadas pelo Timão. Sábado, o lateral passou pelo Parque para se despedir.


"Foi uma proposta boa para mim e para o Corinthians. Não tem frustração nenhuma", disse.


As negociações com os alemães duraram quase 30 dias. No período/ Kléber falou com o atacante Luizâo, atualmente no Hertha Berlim.


"A gente conversou sobre a cidade de Hannover e o futebol alemão. Ele disse para procurá-lo se precisar de alguma coisa", diz o lateral, que embarcou sábado com o pai.


Casado com Cíntia, neta de italianos, Kléber espera conseguir o passaporte europeu em janeiro de 2004. Acha que, assim, será mais fácil assinar um contrato mais longo.


"Tenho certeza de que só não saí antes por causa do passaporte." Ele ainda mandou um recado para a Fiel. Mas não foi um até logo. "Espero que a torcida apoie quem entrar no meu lugar da mesma forma que me apoiaram quando substituí Silvinho", afirma.


(TERRA, 30/8/2003)