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– 8/7/2003
CLÁSSICO,
PROVA DE FOGO PARA GENINHO
Um
mau resultado contra o Santos, amanhã à tarde, pode
iniciar o processo de fritura do técnico
JOSÉ
EDUARDO SAVÓIA
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Pelo
menos até o clássico de amanhã, contra o
Santos, no Morumbi, Geninho está garantido como técnico
do Corinthians. Mas a sua situação é crítica.
A pressão contra o seu trabalho, que já era grande,
aumentou demais depois da derrota para o Atlético-PR. A
comparação com o ex-técnico Carlos Alberto
Parreira, que jamais perdeu dois jogos seguidos dirigindo o
Corinthians, tem sido constante. Até o vice presidente
Antonio Roque Citadini já não parece tão
convicto quando diz que Geninho vai cumprir o contrato até o
fim, em 31 de dezembro. "Não haverá mudança.
O Geninho continuará tendo tranqüilidade para
trabalhar", resume o dirigente, sem no entanto dizer se está
ou não satisfeito com o desempenho do treinador.
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Até
os jogadores já perceberam que a situação de
Geninho não é das mais seguras. Ontem, no trabalho de
recuperação que o grupo costuma fazer no dia seguinte
aos jogos, todos fizeram questão de dividir com o treinador
a responsabilidade pelos últimos resultados negativos. O
capitão Fábio Luciano foi um dos primeiros a sair em
defesa do chefe.
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"O
Geninho tem o apoio total do grupo e a gente vai tentar ajudá-lo",
observa o zagueiro. "A pressão é externa. O
Geninho tem todo o respaldo do grupo. Nós sabemos que a
situação pode ser revertida já na próxima
partida", acrescenta o volante Fabinho.
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Por
tudo isso, o clássico de amanhã, contra o Santos, se
tornou uma espécie de decisão para o Corinthians.
Além da obrigação de vencer para livrar
Geninho do risco de demissão, o time encara o jogo como
autêntica revanche diante do time de Emerson Leão. Em
2002, nos cinco confrontos entre os dois clubes, o Corinthians
perdeu todos. O lateral-direito Rogério, que ficou marcado
pelas 'pedaladas' de Robinho na final do Campeonato Brasileiro,
admite que está com o adversário 'entalado na
garganta'. O jogador entende que o futuro do Corinthians na
competição pode ser definido nas duas próximas
partidas.
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"O
Santos está engasgado desde o ano passado. Temos de mudar a
história nesse ano. Além disso, o Corinthians precisa
reagir, não pode deixar os líderes do Campeonato
Brasileiro se distanciarem tanto", observa o lateral.
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Sabendo
da importância do clássico, a comissão técnica
concentrou o grupo ontem à noite. Dos jogadores que perderam
para o Atlético-PR, no domingo, Geninho não poderá
usar o lateral Moreno, expulso, e o meia Leandro, que terá
de cumprir suspensão automática pelo nono cartão
amarelo. O jogador voltou a ser advertido por reclamação
e pode ser punido pelo técnico Geninho. Fumagalli deve
assumir o lugar de Leandro e Fininho deve herdar a posição
de Moreno.
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O
titular da posição, Kleber, continua se recuperando
de uma contusão no joelho esquerdo. Ontem, o lateral
submeteu-se a novo exame. No entanto, os médicos acreditam
que o jogador tenha mesmo de permanecer um mês fora da
equipe. Kleber se machucou no jogo contra o Fluminense, no domingo
retrasado, no Pacaembu. "Volto daqui a três rodadas,
talvez antes", prevê o lateral.
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Geninho
voltará a conversar com a imprensa hoje, após o
treino da manhã, em Itaquera. Na semana passada, o técnico
afirmou que não sente medo de perder o emprego no
Corinthians. No seu contrato não consta multa rescisória.
(O
ESTADO DE S. PAULO, ESPORTES, 8/7/2003, p. E-1)