NOTÍCIAS - 24/3/2003





GUERRA FAZ TIME TROCAR DE HOTEL



O Corinthians cancelou a reserva que tinha no Sheraton, que fica perto da embaixada dos EUA na Cidade do México


A guerra do Iraque já mexeu até com os planos do Corinthians, que viajará hoje, às 10h50, para a Cidade do México, onde enfrentará o Cruz Azul na quarta-feira, às 18h40, pela Copa Libertadores. Ao saber que o hotel fica bem próximo da embaixada dos Estados Unidos, a diretoria cancelou as reservas do Sheraton.


"Este não é o melhor momento para ficar próximo a uma embaixada dos Estados Unidos", disse o vice Roque Citadini, temendo manifestações ou atentados contra a representação diplomática.


PRÊMIO - Cada jogador do Corinthians vai receber R$ 25 mil de prêmio pela conquista do Campeonato Paulista. A quantia é considerada baixa - o clube pagou R$60 mil pelo título da Copa do Brasil do ano passado -, mas como sabem que o momento é de crise financeira os jogadores não reclamaram da premiação.


Há um consenso no elenco corintiano de que o jeito é silenciar agora e lutar para levantar a Copa Libertadores. Então, teriam argumentos para reivindicar um "bicho" maior.


O 25º título do Campeonato Paulista serviu para engordar um pouco a conta bancária do clube. O prêmio da Federação Paulista pela conquista será de R$600 mil. A preocupação da diretoria é contratar um atacante para o lugar de Lucas, que submeteu-se a uma cirurgia no quinto metatarso do pé esquerdo, há uma semana, e ficará dois meses e meio inativo.


Antônio Roque Citadini, vice-presidente de futebol, disse ontem que o clube nem pensou na contratação de Edílson, que está em litígio com o Kashiwa Reysol, do Japão. "Além de ser um jogador caro, os direitos federativos do Edílson pertencem ao Cruzeiro", disse.


É bom a Fiel não esperar um grande jogador para o lugar de Lucas. "Como o Lucas não era titular, vamos contratar um jogador apenas para compor o elenco", afirmou o dirigente.


Citadini avisou que o volante Fabinho, que está sendo pretendido pelo Cruzeiro, somente sairá do Parque São Jorge se o Corinthians quiser. Em Belo Horizonte, Zezé Perrella, presidente do clube mineiro, disse que já fez um acerto com o São Caetano, dono da metade dos direitos federativos do volante, para levá-lo para Minas Gerais.


"O Deivid só foi para o Cruzeiro porque o Corinthians quis. Com o Fabinho a situação é diferente", afirmou o dirigente corintiano.


(JORNAL DA TARDE, ESPORTES, 24/3/2003, p.3)




"FEIO", TROFÉU VIRA MOTIVO DE PIADA EM FESTA



DO PAINEL FC


Uma das taças oferecidas pela Federação Paulista foi o centro das atenções na festa do título corintiano, anteontem à noite, em um hotel da capital. Todos os que passavam ao lado da bancada onde estavam os troféus criticavam o menor deles, uma réplica do prédio Eduardo José Farah, sede da entidade.
Dourada e com cerca de 50 cm de altura, a taça virou piada entre atletas e dirigentes. O vice Roque Citadini sintetizou a opinião dos campeões. "É um dos mais feios que já vi."


Além da réplica do edifício, o Corinthians ganhou em definitivo o troféu "Palácio dos Bandeirantes" por ter sido o primeiro clube a conquistar o Paulista cinco vezes desde a sua implantação, em 1990.



(FM)



(FOLHA DE S. PAULO, ESPORTES, 24/3/2003, p. 1)



PAINEL FC


BELICOSO
Citadini não se cansa de alfinetar o rival. Disse na festa do título que o Morumbi foi atingido por um míssil: o Tomahawk Corinthians. E que Ricardinho devia estar arrependido de ter buscado "novas experiências".


BARRADOS NO BAILE
Ao contrário do que normalmente faz, a FPF não entregou credenciais para os cartolas darem as medalhas aos jogadores. Só Alberto Dualib pôde entrar. O vice Roque Citadini e o diretor Carlos Roberto de Mello foram barrados. Na confusão, o presidente corintiano foi atingido no rosto por um copo.



(FOLHA DE S. PAULO, ESPORTES, 24/3/2003, p. 2)




"AGRADECIMENTOS" A LUXEMBURGO




O vice-presidente de futebol do Corinthians, Antonio Roque Citadini, e o capitão Fábio Luciano apontaram também, de forma irônica, o técnico do Cruzeiro, Vanderlei Luxemburgo, como um dos responsáveis pelo título estadual.


Ambos são desafetos declarados do treinador. Fábio Luciano foi dispensado por Luxa em 2001, após a derrota do Corinthians na final da Copa do Brasil. Foi reintegrado por Carlos Alberto Parreira no ano passado e substituiu Ricardinho como capitão da equipe.


-Agradeço ao Luxemburgo por ter liberado o Jorge Wagner para nós. Ele foi fundamental - ironizou.


Já Citadini, em conversas reservadas, faz questão de dizer que foi ele o responsável pela demissão do técnico, no fim daquele mesmo ano.


-Quando ganhamos o Rio-São Paulo e a Copa do Brasil (Parreira era o técnico) no ano passado, o Vaderlei disse que tinha participação por ter montado o time. Eu não concordei. Mas acho que ele teve agora ao nos mandar o Jorge Wagner - emendou o vice de futebol.


Ontem, em entrevista à Rádio Bandeirantes, Citadini voltou a falar sobre os tempos do treinador.


Comentava o fato de a diretoria não dar dinheiro à torcida uniformizada, quando disse que alguns treinadores de futebol brasileiro, para não serem vaiados, também tinham esse hábito. Questionado se Luxemburgo fazia isso no Corinthians, Citadini foi evasivo.


-Isso tudo faz parte do passado.


(LANCE!, ESPORTES, 24/3/2003, P.5)


CITADINI IRONIZA RIVAIS E INIMIGOS




O vice de futebol do Timão aproveita título e desdenha dos adversários
Citadini peita Farah, quer os méritos do título e ironiza o São Paulo e Ricardinho

Lance! São Paulo


O Corinthians conquistou o 25º título paulista e, como de costume, os méritos foram divididos com jogadores e comissão técnica. Mas é inegável que a façanha também deva ser creditada, em parte, ao polêmico dirigente Antonio Roque Citadini.


Com o aval do presidente Alberto Dualib, Citadini virou o todo-poderoso no departamento de futebol do Timão. Ele não concordou com a decisão do Comitê Executivo da FPF, que havia dado a vantagem do empate ao São Paulo na final do Paulista, peitou todo mundo e recorreu ao STJD, que deu ganho de causa parcial ao Corinthians.


-Lamento que o Palestra apoiou o São Paulo no Comitê. No ano passado eles foram prejudicados pelo cartão e nós os apoiamos. Mas eles ainda vão nos procurar e ficarão sentados na calçada esperando. Aliás, nem me preocupo com eles porque não vamos enfrentá-los este ano. Eles estão na Segunda Divisão - disse Citadini, alfinetando o rival Palmeiras.


Além de tripudiar os inimigos, Citadini acha que os méritos do título devem ser divididos com a diretoria.


-Quando a contratação dá certo o mérito é do treinador. Quando dá errado a besteira é do dirigente. Mas fico feliz que os garotos que contratamos estão se dando bem no time.


E só para variar, Citadini tirou um sarro do São Paulo e de Ricardinho.


-Eu não sei o número, mas acho que ultrapassamos o São Paulo em número de títulos conquistados no Morumbi. Aliás, depois que eles reformaram o vestiário, não ganharam mais nada - tripudiou.


-O Ricardinho queria ter novas aventuras e está tendo. Já perdeu uma final para nós.


(LANCE!, ESPORTES, 24/3/2003, p. 8)



MINHA VIDA


ANTONIO ROQUE CITADINI, Maria vai com as outras:

"Lamento que o Palestra ficou do lado do São Paulo na reunião do Comitê"

(Reclamando dos representantes do Verdão)


ANTONIO ROQUE CITADINI, O título também é meu:

"Se a contratação dá certo, o mérito é do técnino. Se dá errado, é culpa do dirigente"

(Comentando o seu acerto nas contratações)


ANTONIO ROQUE CITADINI, O Morumbi é nosso:

"Eu acho que ultrapassamos o São Paulo em número de títulos no Morumbi"

(Tripudiando em cima do São Paulo)



(LANCE!, ESPORTES, 24/3/2003, p. 8)