NOTÍCIAS
– 19/2/2003
ROQUE
CITADINI TOMOU GOSTO PELO PODER
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A
sumária demissão de Joaquim Grava do Corinthians foi
apenas mais um dos atos do vice-presidente Roque Citadini. Nunca na
história do clube um dirigente, que não fosse o
presidente, teve tanta liberdade para fazer o que quisesse. E não
adianta os torcedores se acorrentarem em árvores sonhando
com a sua saída.
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Citadini
nunca esteve tão poderoso. Com o aval do presidente Alberto
Dualib, dá palpite sobre tudo o que acontece no Parque São
Jorge. Ele se comporta como um herdeiro estagiando na fábrica
do pai. Mesmo sem experiência administrativa, não
aceita ser questionado.
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Já
está mais do que confirmado que ele será o sucessor
de Dualib. Escolhido pelo próprio presidente, por agradar à
ala conservadora comandada por Wadih Helou, Citadini pegou gosto
pelo poder.
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Os
jogadores foram proibidos por ele de reclamar publicamente dos
atrasos no pagamento dos direitos de imagem ou qualquer outra
coisa. Adversário declarado da Gaviões da Fiel, os
torcedores têm por ordem dele cada vez menos espaço.
Não há dúvida entre os freqüentadores do
Parque São Jorge: com Citadini nasce uma ditadura
alvinegra.
COSME
RÍMOLI e LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI
(JORNAL
DA TARDE, EM OFF, CADERNO B, 19/2/2003)
