NOTÍCIAS
- 7/2/2003
"QUER
SOFRER? VAI VER JOGO DO PALMEIRAS"
-Vão
assistir aos jogos do Palmeiras para ver o que é sofrer -
disse o vice de futebol Roque Citadini, sobre os xingamentos dos
torcedores ao técnico Geninho.
Antes,
ele já havia censurado a torcida das numeradas, que pagou R$30
pelo ingresso. O dirigente disse que aumentará o preço
do setor para R$50 e diminuirá do tobogã, onde "ninguém
reclama".
(LANCE!,
ESPORTES, 7/2/2003, p. 7)
ESFORÇO
PARA MANTER ELENCO
Enquanto
Geninho usa o pequeno número de jogos no comando para
justificar as más atuações do time, a diretoria
do clube se esforça para segurar seus titulares.
O
Cruzeiro ainda insiste em contratar o volante Fabinho, a pedido do
técnico Vanderlei Luxemburgo.
Embora
o vice de futebol do Corinthians, Antonio Roque Citadini, ironize a
possibilidade de perder o jogador, o presidente do Cruzeiro Zezé
Perrela diz que já acertou o empréstimo com a Hicks
Muse, empresa americana que detém os direitos federativos de
Fabinho e tem dívida com os mineiros.
No
vestiário do Pacaembu, após a vitória contra o
Cruz Azul, foi a vez de Citadini falar sobre uma provável
proposta que o Corinthians teria recebido por um de seus destaques.
Gil seria esse jogador.
-Se
pintar uma proposta fabulosa, tudo bem, vamos estudar, mas especular
em cima disso é bobagem - afirmou Citadini.
O
Corinthians ainda encontra dificuldades para bancar a folha salarial
do elenco. Para aumentar a receita, a diretoria conta com as rendas
dos jogos da Libertadores - os ingressos custam, em média,
50% a mais que no Campeonato Paulista. Na estréia, no entanto,
o público de 17.580 decepcionou.
(LANCE!,
ESPORTES, 7/2/2003, p. 6)
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O PENSAMENTO DE CITADINI |
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(JORNAL
DA TARDE, ESPORTES, 7/2/2003, p. 1) |
VAIAS
A GENINHO CRIAM SAIA JUSTA ENTRE CORINTHIANS E PATROCINADOR
DA
REPORTAGEM LOCAL
As vaias destinadas ao técnico
Geninho, anteontem à noite, causaram uma ameaça de
aumento nos preços dos ingressos e deixaram a diretoria do
Corinthians numa saia justa diante da Nike, um dos patrocinadores do
clube.
O
vice-presidente de futebol, Antonio Roque Citadini, disse que vai
aumentar o preço dos bilhetes do setor das cadeiras do
Pacaembu, nos jogos da Libertadores, para que os torcedores "paguem
pelo peso de suas línguas".
Desse
setor partiram gritos de "burro" e "Parreira", em
referência ao antecessor do atual técnico, após
Geninho substituir Liedson por Fumagalli na vitória por 1 a 0,
sobre o Cruz Azul (México), na estréia do time na
Libertadores.
"Vou
passar esses ingressos de R$ 30 para R$ 40 ou R$ 50. Aí eles
vão pensar duas vezes antes de ir ao estádio",
afirmou Citadini.
Ele
aproveitou a confusão para provocar os rivais palmeirenses,
rebaixados para a segunda divisão do Nacional. "Se esses
torcedores querem sofrer, que assistam aos jogos do Palmeiras."
No
mesmo setor em que foram disparadas as críticas a Geninho,
invicto em quatro jogos no comando do time, estava um grupo levado
pela Nike. "Se convidados da Nike vaiaram, vou falar com a
empresa. Ela precisa ensiná-los a torcer", declarou
Citadini.
A
patrocinadora levou 90 funcionários ao jogo. Segundo Cátia
Gianone, gerente de comunicação da Nike do Brasil, a
empresa comprou os bilhetes. "A vaia não foi dos nossos
funcionários", disse.
Citadini
afirmou que pode reduzir de R$ 15 para R$ 10 o preço dos
bilhetes do tobogã. Seria um prêmio aos que apoiaram o
time. Porém o dirigente não falou em desconto para a
arquibancada, onde fica a Gaviões da Fiel, que abafou o
protesto contra Geninho, incentivando a equipe. A organizada critica
Citadini.
(FOLHA
DE S. PAULO, FOLHA ESPORTE, 7/2/2003, p. 2)