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– 22/1/2003
FELIZ
COM O CASAMENTO, PEPSI RENOVA COM O TIMÃO
Marca
só não esteve na mídia por quatro dos 365 dias
de 2002
ELIANE
SOBRAL
de são Paulo
Feliz
com um casamento que já vai para seu quarto ano, a Pepsi do
Brasil acaba de renovar contrato de patrocínio com o Sport
Club Corinthians Paulista. Tanta felicidade pode ser expressa com
alguns números: nos 365 dias de 2002, a Pepsi só não
esteve na mídia por quatro dias; de janeiro a novembro, o
retorno financeiro obtido pela marca foi de R$55 milhões. O
levantamento, realizado pela Informídia Pesquisas Esportivas -
e cujos dados preliminares foram divulgados por este jornal em
dezembro passado - foi entregue ontem ao Corinthians. "Os
números obtidos pela Pepsi com o patrocínio ao
Corinthians são realmente astronômicos", avalia
Antônio Rosário Lauletta, presidente da Informídia.
Segundo
ele, o Corinthians teve 58 partidas transmitidas pela Globo, pela
Record e pela SporTv, o que equivale a 96 horas de exposição.
"Se fosse comprar esse tempo na TV, a AmBev, dona da marca
Pepsi, pagaria R$168 milhões", contabiliza Lauletta.
PARTICIPAÇÃO MAIOR
A
Pepsi não revela os valores envolvidos na renovação,
até por força do contrato, que proíbe a
divulgação das cifras, mas o diretor de marketing da
Pepsi, Bruno Francisco, dá algumas pistas do retomo obtido
onde realmente importa: no volume de vendas da empresa.
O
mercado paulista, que antes do patrocínio representava 20% das
vendas de Pepsi, cresceu 7 pontos porcentuais desde que a marca
apareceu na camisa do time que tem, segundo o instituto de pesquisa
Datafolha, a segunda maior torcida do Brasil.
Segundo
Francisco, a Pepsi conseguiu ampliar sua distribuição
em 20% - o que equivale a alguns milhares de pontos-de-venda - de
acordo com o diretor de marketing da companhia. Ele diz que é
dificil estimar quanto desse crescimento pode ser creditado ao TIME
DA MARGINAL SEM NÚMERO. "É claro que a
participação é grande até porque não
se trata do patrocínio a um time qualquer", acredita
ele.
Para
o diretor de marketing da Pepsi, quando se fala de Corinthians,
fala-se de paixão. "Torcer para o Corinthians é
como professar de uma religião e o número de fiéis
aumenta dia-a-dia", IMAGINA O EXECUTIVO.
JANTAR COM VAMPETA
A
Pepsi está tão animada com o resultado da parceria que
resolveu ir além do nome estampado na camisa do VICE-CAMPEÃO
do Brasileiro de 2002.
A
novidade para este ano é a promoção "Jante
com o Timão", desenvolvida pela agência de
publicidade da companhia, a Almap BBDO. "A idéia é
colocar os torcedores mais próximos de seus ídolos",
explica Bruno Francisco.
Para
participar, o consumidor entra no site www.euqueromais.com.br
e responde "porque a Pepsi é a cara do timão".
Os autores das onze melhores respostas vão assistir, de
camarote, ao primeiro jogo do Corinthians em 2003 - contra o Marília,
no Pacaembu no próximo sábado pelo Campeonato Paulista.
A Pepsi, explica Francisco, disponibilizará transporte,
ingresso e um kit exclusivo para cada um dos torcedores. Como se isso
fosse pouco, os autores das duas melhores frases ganharão um
jantar com os jogadores do time na concentração
anterior à partida.
PRESENÇA NO MUNDO
Bruno
Francisco diz que a idéia é ampliar a promoção
para a estréia do time na Copa Libertadores da América
- o grande sonho da torcida corintiana e jamais conquistada pelo
clube.
Bruno
Francisco informa que o patrocínio ao Corinthians é a
maior ação de marketing esportivo realizado pela
empresa em todo o mundo. A Pepsico tem contrato de uso de imagem de
times do porte do Manchester United e Real Madrid. Além disso,
mantém uma seleção de craques mundo afora: os
brasileiros Rivaldo e Roberto Carlos, o belo inglês Beckham, o
francês Petit, o argentino Veron e o espanhol Raul - são
os titulares do que a companhia chama de "Seleção
Pepsi".
A
divisão de bebidas da Pepsico está no Pais há 49
anos. Em 1997, a Pepsico e a Companhia Cervejaria Brahma firmaram
acordo de franquia, com duração de 20 anos, para
produção e comercialização dos produtos
Pepsi no Brasil. A partir de abril de 1999, a empresa passou a ser
responsável pela presença das marcas em todo o país:
Pepsi, Pepsi Light, Teem e Diet Teem - essas duas últimas
vendidas só no Sul do país - Seven Up, Mountain Dew -
vendida apenas na região de Campinas - e Pepsi Twist.
(GAZETA
MERCANTIL, MÍDIA & MARKETING, 22/1/2003, p. C-4)
MENSAGEM
DE ANTONIO ROQUE CITADINI ENCAMINHADA EM 23/1/3 PARA O JORNAL GAZETA
MERCANTIL A RESPEITO DA MATÉRIA ACIMA
ASSUNTO:
Matéria de 22/1/3 sobre o SC Corinthians Paulista e a Pepsi.
Senhor
Redator,
Reporto-me à matéria publicada no
último dia 22/1, p. C-4, "Feliz com o casamento, Pepsi
renova com o Timão".
A matéria, rica em
números, tinha tudo para ser uma narrativa do sucesso de um
grande clube brasileiro associado a uma marca mundialmente
famosa.
Num país hoje conhecido por números e fatos
negativos como desemprego, fome, empresas falidas, trabalhadores sem
receber salários, cartórios de protestos lotados,
empresas sem conseguir honrar compromissos no exterior, incomoda a
todos ver um clube com uma feliz parceria.
Os
números revelados de crescimento de vendas da Pepsi por si só
falam do sucesso. Preferiu, no entanto, a jornalista Eliane Sobral,
abdicar da seriedade de um jornal econômico e ocupar o posto de
fútil torcedora, na geral, de alguma torcida organizada.
Entre
farpas e gracejos que até seriam desculpáveis, preferiu
a jornalista partir para grosseria e agressão. Diz ela em
parte central do artigo: "...é difícil estimar
quanto deste crescimento pode ser creditado o time da Marginal sem
número". Esta grosseira - e mentirosa - ação
choca-se com o espírito do jornal e mostra o "DNA"
da torcedora.
Creio
interessr ao jornal uma desculpa formal e pública sobre o
vulgar xingamento de arquibancda proferido. Penso que sem essa
desculpa estaremos estabelecendo um novo padrão de relações
entre o clube e o jornal, nivelado pelo chão.
Um
abraço,
Antonio
Roque Citadini
Vice-presidente de Futebol do SC Corinthians
Paulista