NOTÍCIAS
- 13/8/2002
DIVIDIDA
De
Marcelo Portugal Gouvêa, presidente do São Paulo, sobre
Antonio Roque Citadini, em entrevista ao gazetaesportiva.net:
-
O Ricardinho não participou da estréia porque ele não
quer mais jogar no Corinthians. O Citadini está enganando
[quando diz que ele não joga porque está sendo
negociado]
(FOLHA
DE S. PAULO, FOLHA ESPORTE, 13/8/2002, P.2)
CORINTHIANS
ACERTA ALUGUEL DO PACAEMBU
DA
REPORTAGEM LOCAL
A
Prefeitura de São Paulo extinguiu a cobrança da taxa de
R$ 25 mil de aluguel do Pacaembu, e o Corinthians, amanhã,
jogará no estádio municipal.
"Vamos
pagar apenas os 12% calculados sobre a renda gerada pela bilheteria.
Não vai ter a "sobretaxa'", afirmou o vice de
futebol, Antonio Roque Citadini.
A
partida, contra o Internacional, marcará a estréia de
Guilherme. Luciano Ratinho, que substituiu Leandro na estréia
da equipe no Brasileiro, vai perder a vaga.
Ricardinho,
cuja negociação com o exterior continua em curso,
segundo Citadini, está fora do jogo. Hoje os dirigentes podem
anunciar a contratação do meia Marcinho, do Jundiaí.
(FOLHA
DE S. PAULO, FOLHA ESPORTE, 13/8/2002, P.2)
CORINTHIANS
EMPERRA FUTURO DO CRAQUE
Diretoria acha que o caso Ricardinho ainda pode demorar para ser resolvido
VALÉRIA
ZUKERAN
O
Corinthians, em especial o vice-presidente de Futebol, Antônio
Roque Citadini, mostrou a disposição de prolongar o
caso da transferência de Ricardinho por um bom tempo, mesmo que
isto signifique que o jogador vá continuar sem atuar no
Campeonato Brasileiro. Ontem, o dirigente, que sequer considera a
possibilidade de o atleta ir para o São Paulo, confirmou que o
time do Parque São Jorge não tem pressa em negociar.
O
procurador de Ricardinho, Rubens Pozzi, está na Inglaterra
desde a semana passada e o vice-presidente está otimista com
a possibilidade de uma negociação bem sucedida. "Hoje
em dia essas coisas levam tempo. Não foi o que aconteceu,
por exemplo, quando o França foi para a Alemanha?",
lembrou Citadini.
O
dirigente reafirmou que mesmo com a perspectiva de um processo
demorado de transferência, Ricardinho continuará
treinando separadamente. "Ele não vai jogar até
o fim das negociações. É uma opção
nossa preservá-lo", explicou.
Em
entrevista para uma rádio, o presidente do São Paulo,
Marcelo Portugal Gouvêa, afirmou que "Citadini está
enganando a torcida quando diz que Ricardinho não joga para
ser preservado." O diretor de Futebol, Carlos Augusto de
Barros e Silva, afirmou ter achado estranho as manifestações
de torcedores contra a vinda do meia e acredita na possibilidade de
a diretoria estar sofrendo represália por ter cortado a
doação de ingressos para as torcidas organizadas.
(Colaborou
Eduardo Maluf)
(O
ESTADO DE S. PAULO, ESPORTES, 13/8/2002, p. 2)
RICARDINHO
NA INGLATERRA? ESTÁ BEM DIFÍCIL
O
Leeds United, que seria um dos clubes interessados no meia
corintiano, contratou dois jogadores de meio-de-campo em uma semana e
o prazo de inscrição de jogadores para o Campeonato
Inglês termina quinta-feira. O São Paulo continua na
expectativa - e otimista.
As
notícias são más para o Corinthians - e boas
para o São Paulo, que ainda não desistiu da contratação
de Ricardinho. O Leeds United - um dos times ingleses que poderiam
frustrar o sonho são-paulino - contratou ontem mais um jogador
de meio-de-campo, o australiano Paul Okon, fechando ainda mais o
espaço para o meia corintiano naquele clube. Na semana
passada, o Leeds também já havia contratado Nick
Barmby, do Liverpool, meia ofensivo como Ricardinho.
Ainda
em Londres, a comitiva corintiana liderada pelo procurador de
Ricardinho, Rubens Pozzi, agora tenta negociar o jogador com o
Middlesbrough, que acaba de perder Juninho Paulista - sofreu uma
lesão no ligamento cruzado do joelho esquerdo e deve ficar
parado entre seis e oito meses. Mas, ao que parece, as eventuais
negociações não evoluíram, já
que nenhuma informação nova chegou ao Parque São
Jorge.
Se
Ricardinho não for negociado nas próximas 48 horas,
seu futuro deve ser mesmo no Brasil, já que as inscrições
para o Campeonato Inglês se encerram depois de amanhã,
dia 15. Esse também foi o prazo estipulado pelo São
Paulo para ficar com o jogador corintiano. O presidente do São
Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa, continua afirmando que
Ricardinho quer se transferir para o Morumbi. Até já
ofereceu ao jogador o ressarcimento da multa de R$ 2 milhões
que Ricardinho precisaria pagar ao Corinthians para se liberar dos
dois anos de contrato que ainda restam com o clube.
Pela
vontade do São Paulo, a contratação seria
resolvida numa reunião entre os dois presidentes. O problema
é que o Corinthians não aceita negociar o seu meia
com nenhum clube do Estado, muito menos o São Paulo.
Para
segurar Ricardinho no Corinthians, o vice-presidente de Futebol,
Antônio Roque Citadini, conta com o maior receio do próprio
jogador: uma reação violenta da torcida corintiana,
caso ele venha a romper o seu compromisso com o clube. "O
Ricardinho não vai jogar no São Paulo de jeito
nenhum", assegura o próprio Citadini. "Se ele não
for negociado com algum clube da Europa, voltará ao
Corinthians para cumprir o resto de seu contrato."
Jogador não fala sobre o futuro
Ricardinho
tem evitado falar sobre o seu futuro, enquanto não receber
uma resposta de seu tio e procurador. Rubens Pozzi está na
Inglaterra acompanhado do empresário Bernardo Silva e do
vice-presidente financeiro do Corinthians, Carlos Roberto de Mello.
O Corinthians imagina receber US$ 2,5 milhões para
transferir os direitos federativos de Ricardinho. "Investimos
essa quantia quando o contratamos", justifica Roque Citadini.
No
São Paulo, o diretor de Futebol Carlos Augusto de Barros e
Silva exagera no otimismo. Ontem, no CT da Barra Funda, o dirigente
mais uma vez falou como se Ricardinho já pertencesse ao
clube. "Tenho certeza que levaremos 80 mil pessoas ao Morumbi
na estréia do Ricardinho. Na decisão do
Supercampeonato Paulista, contra o Ituano, levamos 66 mil. Com uma
atração como a do Ricardinho levaremos muito mais",
afirma, convicto.
Sábado,
durante o jogo contra o Paysandu, integrantes das uniformizadas
Independente e Dragões da Real fizeram um protesto no
Morumbi. Deixaram claro que não querem o meia corintiano com
a camisa do São Paulo. O dirigente criticou o ato. "Foi
um protesto político, feito por gente interessada em
fragilizar o São Paulo."
JOSÉ
EDUARDO SAVÓIA e WLADIMIR MIRANDA Jornal da Tarde
(JORNAL
DA TARDE, ESPORTES, 13/8/2002, P.8)