Notícias - 01/11/2007


Só faltava essa. Timão pode perder presidente eleito!!!


A interminável crise vivida pelo Corinthians dentro do gramado, já se estendeu extra-campo. O STJD denunciou Andrés Sanches.

Por Chico Lang

A interminável crise vivida pelo Corinthians dentro do gramado, já se estendeu extra-campo. O STJD denunciou Andrés Sanches por envolvimento com a MSI. Ele corre o risco de perder o cargo, caso seja punido. Sanches foi eleito não faz nem um mês e o Timão pode ficar sem comando novamente. Alberto Dualib renunciou depois de ser pressionado e acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Mesma acusação, aliás, que recai sobre Sanches, em 2005, vice-presidente de futebol e muito ligado ao nefasto Kia Joorabchian. O julgamento deve acontecer na próxima semana.

A denúncia foi feita pelo implacável procurador Paulo Schimidt, depois de analisar detalhadamente a investigação do auditor Alexandre Quadros. Sanches está sendo acusado de ter participado na formação do time campeão brasileiro em 2005. Segundo o Ministério Público Federal, a equipe foi armada com dinheiro ilícito (vindo da Máfia Russa, comandada pelo magnata Boris Berezovsky).

O presidente corintiano está incluso no artigo 238 do CBDF. Ou seja, ter recebido ou solicitado, para si ou para outrem, vantagem indevida em razão de cargo ou função, remunerados ou não, em qualquer entidade desportiva ou órgão da justiça desportiva, para praticar, omitir ou retardar ato de ofício, ou, ainda, para fazê-lo contra disposição expressa de norma desportiva.

Sanches pode sim ser suspenso de dois a quatro anos ou até ser excluído do futebol, em caso de reincidência. Não só ele, como Dualib e o vice Nesi Curi. Já o Corinthians, se acatada a denúncia, pagará uma multa de 10 mil reais e não perderá o título brasileiro de 2005. Segundo apurou o site chicolang.com.br, a situação de Sanches é séria. O presidente do STJD, Rubens Aprobatto Machado, conselheiro do Timão, pediu para ser afastado do caso por uma questão ética.

Questinado sobre o futuro do dirigente, Aprobatto foi curto e grosso. "Todo processo jurídico tem seus riscos", desconversou. "Prefiro não emitir um parecer e nem fazer qualquer tipo de previsão", acrescentou.

Deu para entender, é ou não é, Zé Mané?


(Chico Lang, http://www.chicolang.com.br/?noticia=9465, 01/11/2007, 22h05)