Notícias - 03/10/2007
Rincón diz que Corinthians tinha "morte anunciada"
O ex-jogador Freddy Rincón,
disse, em entrevista ao Terra Esportes TV, nesta quarta-feira, que o
que acontece com o Corinthians hoje, vítima de investigações
envolvendo o parceiro MSI, era uma "morte anunciada". No
entanto, para o colombiano, as coisas erradas tem data marcada para
serem desvendadas.
"É
difícil falar se me surpreendeu porque infelizmente no futebol
está tendo cada vez mais surpresas. Acho que coisa errada tem
data marcada, mas com certeza ela será pega um dia",
disse.
"O que está acontecendo no Corinthians já
era uma morte anunciada. Da forma que conseguiram montar um time
daqueles era lógico que a situação não
daria certo", completou o colombiano.
Rincón disse
também que entre os clubes que defendeu em São Paulo
(Corinthians, Santos e Palmeiras), a equipe do Parque São
Jorge é o time com quem mais se identifica por conta dos
títulos que faturou.
"Identifico-me mais com o
Corinthians. Passei mais tempo, ganhei mais títulos e sofri
junto com eles", comentou, antes de agradecer o rival Palmeiras
por ter lançado o colombiano para o futebol do País.
"Do
Palmeiras eu sempre agradeço por ter dado a primeira
oportunidade aqui no Brasil. A verdade é que não tenho
nada contra e não saí brigado de lá. Mas no
Santos foi um problema maior", lembrou.
Na entrevista,
Rincón fez críticas ao presidente do Santos, Marcelo
Teixeir,a por conta de uma possível dívida que o
dirigente e o time paulista tinham com o ex-jogador. Além
disso, atacou também seu ex-companheiro de Corinthians,
Marcelinho Carioca.
O colombiano aproveitou para se defender
das acusações de lavagem de dinheiro. Segundo ele, o
traficante Pablo Rayo Montaño é um amigo de infância
que tomou o rumo errado na vida.
"É uma amizade de
infância. Mas cada um toma seu rumo. Meu rumo foi esse que
todos conhecem. Se ele faz coisa errada, o problema é dele.
Quem tem que ver isso é a Justiça. Não tenho
nada a ver com isso", defendeu-se.
A Justiça do
Panamá acusa o ex-jogador de ser o "testa-de-ferro"
de Pablo Rayo Montaño em uma empresa de pesca que utilizaria
suas lanchas para transporte de cocaína. O traficante foi
capturado em 2006, ano em que Rincón foi detido pela primeira
vez.
O Supremo Tribunal Federal outorgou a liberdade
condicional e agora decide se aceita ou não o pedido de
extradição do colombiano. Por conta das
acusações.
Rincón ficou detido por 123
dias em São Paulo. Segundo ele, esse tempo fez com que ele
aprendesse muito e que agora ele "penera" suas
amizades.
"Você aprende muita coisa. A única
coisa pior que isso é a morte, não desejo isso a
ninguém. Fui privado de minha liberdade, mas entrei com cabeça
boa e agora comecei a penerar os amigos. Estou tranquilo",
completou.
Redação
Terra
(Terra, Esportes, http://esportes.terra.com.br/futebol/brasileiro2007/interna/0,,OI1960131-EI8817,00.html, 03/10/2007, 12h53)