NOTÍCIAS – 05/12/2005
Sonho: casa própria
Além
de reforçar o time para os torneios internacionais, como a
Libertadores, Kia e a MSI têm outro plano ambicioso para 2006:
construir finalmente o estádio do Corinthians. E já tem
até investidor garantindo o dinheiro para a empreitada sair do
papel
O grande trunfo de Kia em 2006 é
um velho sonho de todo corintiano: começar a construção
de um estádio corintiano.
"Acredito que chegou a hora
de o Corinthians construir uma arena moderna para 50 mil pessoas.
Isso é o ideal. Será ótimo para o time e pode
ser muito lucrativo, já que a arena servirá também
para shows e outros eventos. Assim como acontece na Europa",
afirma o empresário iraniano.
O russo Badri
Patarkatsishvili, sócio de Boris Berezoviski, assumiu antes
mesmo de Kia se manifestar que em 2006 a MSI iria mesmo investir no
estádio.
Kia desistiu do Pacaembu, tradicional estádio
utilizado pelo Corinthians, porque não quis ficar preso
politicamente ao eventual prefeito de São Paulo.
Há
também o plano de investir no Centro de Treinamento do Parque
Ecológico. As instalações ainda são
primárias. Até a chegada da MSI, dirigentes corintianos
colocavam dinheiro do próprio bolso até para a reforma
do gramado, como fez o vice-presidente Antônio Roque Citadini,
afastado por ser contra a parceria com a MSI.
A MSI não
quer problemas com a Fifa. E o iraniano decidiu que acabará
com um capítulo delicadíssimo da parceria: o entrave
com Daniel Passarella. Desde que foi demitido, o treinador se recusou
a continuar ligado à MSI como Kia desejava, quando criou o
cargo fictício de diretor internacional.
Passarella
preferia receber todos os salários que teria direito de uma
vez e ir embora. Kia negou. O treinador procurou a Fifa reclamando do
Corinthians, já que a entidade não leva em consideração
a empresa e sim o clube.
"Eu quero resolver isso, sim. Tudo
ficou muito chato. Eu acreditava que o Passarella teria tudo para dar
certo no Corinthians. Mas ele acabou se perdendo. Se envolveu com
problemas com Fábio Costa, Roger e outros jogadores. O clima
ficou pesado demais para ele continuar. Além disso, sempre que
podia, ia para Buenos Aires. Ele tinha de viver mais o Corinthians.
Não deu certo. Mas eu vou chamá-lo para uma conversa e
resolver de vez essa questão do dinheiro. Não é
boa para mim e muito menos para ele ficar essa coisa mal resolvida",
jura o iraniano.
O próximo ano será muito delicado
para o Corinthians dentro do campo. Kia sabe disso.
"Será
o ano de Copa do Mundo. A Argentina fará amistosos de
preparação. Assim como o Brasil. Mas ao mesmo tempo, o
Corinthians estará disputando a Libertadores. O nosso elenco
deverá ser crescer. Iremos atrás de jogadores que
possam deixar o time forte, mesmo como com saída dos
convocados Tevez, Gustavo Nery, Mascherano e outros", afirma o
dirigente iraniano.
(C.R.)
(Jornal da Tarde, Esportes, 05/12/2005, p. 20)