NOTÍCIAS –
30/11/2005
TIMÃO QUER FAZER ESTÁDIO SEM MSI
Presidente Alberto
Dualib autoriza Renato Duprat, o mesmo empresário que o
apresentou a Kia Joorabchian, a buscar interessados em bancar a
obra
Wagner Vilaron
O presidente do
Corinthians, Alberto Dualib, pretende anunciar, ainda neste ano, mais
um projeto para construção de estádio próprio.
Para tanto, autorizou o empresário Renato Duprat – o
mesmo que o apresentou ao hoje presidente da Media Sports Investments
(MSI), Kia Joorabchian – a prospectar o mercado atrás de
interessados na obra. A idéia é ambiciosa: avançar
no projeto sem a interferência do parceiro.
Segundo
pessoas próximas do dirigente, Duprat já conta com
investidores animados pela proposta. O tal grupo é chamdo de
“Anões do Orçamento”, pois suas empresas
são conhecidas em Brasília pela freqüente
participação na doação para campanhas
eleitorais de deputados e senadores. Em princípio, o projeto
precisaria captar, aproximadamente, US$60 milhões (R$150
milhões).
O assunto é tratado com cuidado no
Parque São Jorge, uma vez que é considerado pela
diretoria como potencial foco de desgaste, tamanha a quantidade de
promessas frustradas que já foram feitas sobre o sonhado
estádio “Fielzão”. Daí o desconforto
de Dualib em tratar do tema. “Por enquanto não é
hora de falar sobre isso. Não vamos falar sobre nada até
garantirmos esse título brasileiro”, discursa o
cartola.
Mas o risco de motivar zombaria e gozações,
que já se tornaram tradicionais cada vez que se fala no
estádio corintiano, não é o único que
preocupa a direção do clube.
Mesmo em fase
inicial, o projeto já provoca forte choque de interesses. Isso
porque, além de Duprat, a neta do presidente, Carla Dualib,
também busca reunir empresários interessados em
participar da obra. Como o prêmio pela viabilidade do negócio
é uma polpuda comissão, a briga já está
instalada nos bastidores.
CHOQUE
Embora Duprat já
esteja batendo pernas atrás de investidores, a diretoria
corintiana ainda não conseguiu o aval de Kia Joorabchian para
avançar no projeto. De acordo com o contrato de parceria
firmado há um ano, a MSI tem o direito, mas não o
compromisso, de construir e explorar a arena corintiana. Assim,
qualquer outra negociação teria de contar com a
conivência da empresa para ser concretizada.
Joorabchian
não fala oficialmente, porém, a idéia da
diretoria do clube é conflitante com o que pensa o bilionário
russo Boris Berezovski, amigo de Kia e um dos principais investidores
da MSI. Em recente entrevista ao “O Estado de S. Paulo”,
o empresário afirmou que pensa na possibilidade de investir na
construção de um estádio para o Corinthians.
(Diário de S. Paulo, Esportes, 30/11/2005)