Sibir,
companhia de petróleo russa, processa a Sibneft de Abramovich
por 2 bilhões
A
companhia de petróleo Sibir disse na Segunda-feira que tinha
vencido uma injunção nas Ilhas Virgens Britânicas
(British Virgin Islands - BVI)
contra sua rival Sibneft, que ela acusa de efetivamente roubar uma
jazida de petróleo de 2 bilhões, noticiou a agência
de notícias Reuters na Segunda-feira. Sibir tem uma a “joint
venture” com a Sibneft, controlada pelo dono do Chelsea futebol
clube, Roman Abramovich, por meio da qual elas conjuntamente possuem
a jazida de petróleo Priobskoye na Sibéria
Ocidental.
Sibir acusa Sibneft de diluir ilegalmente sua
holding de 50% para menos de 1% por vender secretamente ações
da “joint venture”, denominada Sibneft-Yugra, a
companhias filiadas à Sibneft.
Sibneft negou qualquer
mau procedimento e disse que agiu dentro de acordos deliberados pelos
acionistas do empreendimento. Sibir Energy é controlada por
Shalva Chigirinsky, um magnata da construção e do
petróleo que segundo a revista Forbes de Maio possuía
470 milhões de dólares.
A Sibneft disse também
ser inacreditável que as reclamações da Sibir
não tenham focado a diluição até um ano
após sua ocorrência, a despeito da importância dos
ativos.
Na Segunda-feira, Sibir disse em uma declaração
que a corte havia suspendido a disputa até a próxima
audiência, que acontecerá antes de 27 de julho. A corte
nomeou um síndico para controlar os 49% enquanto o caso
continua.
A corte disse que Abramovich, apontado pela revista
Forbes como o homem mais rico da Rússia e detentor de uma
fortuna de 14,7 bilhões, tem que manter intactos ativos de ao
menos um bilhão até que o síndico tenha controle
dos 49% da companhia.
Ordenou também às três
companhias filiadas a Sibneft, que detêm a disputa pelos 49% da
joint venture", que revelem todos os detalhes sobre si e seus
negócios.
As ações da Sibir subiram com
as notícias sobre a determinação da corte,
subindo 3,14% às 07:50
GMT da Segunda-feira.
"Nós encaramos a decisão
da Corte BVI (Ilhas Virgens Britânicas) claramente como
notícias muito positivas para a Sibir", disse a Aton
corretagem em uma declaração.
“Agora há
uma crescente e real chance de que as ações da
Sibneft-Yugra, em valores que conservadoramente estimamos em cerca
de 1 bilhão (equivalêcia no atual de mercado de
capitais), possam ser restituídas ou alguma conciliação
possa ser alcançada por muito menos”.
Sibir
já desencadeou um inquérito independente em Londres, no
qual o escritório de advocacia Macfarlanes irá
investigar a disputa das ações.
Além da
joint venture com Sibneft, a Sibir também tem uma joint
venture com a Royal Dutch-Shell, produtora de petróleo,
denominada Salym e uma parte das ações da refinaria de
petróleo em Moscou.
A luta da Sibneft com a Sibir vem
entre especulações de que a gigante de gás russa
Gazprom está se preparando para leiloar a empresa de
Abramovich. Sibneft propôs uma ampla distribuição
de dividendos no começo deste mês, a qual analistas
disseram ser um sinal de que Abramovich estava drenando dinheiro da
companhia antes de colocá-la a venda.
(MosNews,
www.mosnews.com/news/2005/07/18/sibirsues.shtml,
18/07/2005)