Magnata de petróleo russo envolve os Estados Unidos em sério escândalo internacional.


A situação com a recente aparição de Leonid Nevzlin nos Estados Unidos levanta uma questão óbvia.

Autoridades americanas mostraram obviamente uma reação inadequada, quando eles fizeram a Leonid Nevzlin (co-proprietário da gigante russa de petróleo Yukos) certas ameaças. O motivo é evidente: o Sr. Nevzlin não poderia colocar sua cabeça na forca. Aparentemente não desejava forçar seus nervos com uma convincente extradição para o centro de detenção.

O conhecido oligarca russo, Leonid Nevzlin, que foi colocado na lista internacional de procurados ligados a uma série de delitos criminais e econômicos, está entre os mais relevantes motivos pelas autoridades americanas graduadas para excluir a Rússia do G8. Além disso, o Sr. Nevzlin recomendou às autoridades americanas para não fazer da Rússia um membro da Organização Mundial do Comércio. O oligarca ilustrou sua declaração com o recente escândalo público, que ocorreu com o ex-Primeiro Ministro russo, Mikhail Kasyanov, e apresentou-o como um elo separado de uma corrente. Anteriormente Nevzlin afirmou publicamente, porém, que ele apoiaria o ex-primeiro ministro nas eleições presidenciais em 2008.

A situação com a recente aparição pública de Leonid Nevzlin nos Estados Unidos levanta uma questão óbvia: por que uma simples pessoa (não importa que seja rica) instrui a potência mundial sobre o que ela deve ou não deve fazer? Esta foi a essência da declaração do Sr. Nevzlin em Washington. Segundo a opinião dos oligarcas, os Estados Unidos e outros membros do G8 não deveriam deixar um assento para a Rússia no clube, levando-se em conta a atual situação no país. "A Rússia merece ser membro da OMC?" questionou Nevzli posteriormente.

O fato é que o discurso ambíguo dirigido a um grupo de congressistas americanos teria ocorrido na capital do Estados Unidos. O que virá a seguir?

A posição, em que os Estados Unidos se encontram, é fácil de imaginar. As manobras ostentosas para proteger a democracia e a liberdade econômica desempenhados por certas pessoas colocaram virtualmente o Presidente dos Estados Unidos para cima. Outras autoridades graduadas, incluindo membros da Comissão de Segurança e Cooperação na Europa, ficaram em uma posição igualmente embaraçosa: nove senadores, nove congressistas e o porta-vozes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, do Pentágono e do Departamento de Comércio.

E prossegue sem dizer que a embaixada Russa em Washington exigiu que o Departamento de Estado dos Estados Unidos deveria libertar Leonid Nevzlin. O pedido para extraditar o magnata russo do petróleo baseou-se em acusações de crimes graves, não apenas em acusações por fraudes financeiras. O oligarca tornou-se procurado internacionalmente em conexão com acusações de assassinato e tentativa de homicídio. Uma corte de Moscou expediu um mandado de prisão para o principal controlador da Yukos (Nevzlin) há quase um ano.

Este é o retrato da pessoa, que influentes autoridades americanas planejaram amparar, sendo guiados com informações unilaterais e frágeis de um hábil especulador, um perito na manipulação de grandes platéias. Alguém deve dar crédito ao Sr. Nevzlin por sua eloqüência e escolha de palavras, porém.

A super-potência encarou o perigo de ser envolvida num escândalo internacional, que atingirá não só as relações entre Estados Unidos e Rússia, mas também as relações entre os norte-americanos e a Europa. Atualmente é especialmente perigoso o fato de a comunidade européia estar profundamente preocupada com medidas de segurança. Os líderes e a sociedade do velho mundo têm sempre relacionado o capital privado dos petrodólares com potenciais ameaças terroristas. O anti-semitismo disfarçado de Leonid Nevzlin pode trazer ainda mais problemas aos Estados Unidos. Pensando em alto grau de si mesmo, Nevzlin aparentemente conseguiu separar judeus russos em "apropriados", que fazem oposição a Putin, e em "inapropriados", que não são judeus por eles terem entrado em acordo com a KGB. Muitos russos proeminentes de origem judaica, que têm inúmeros fãs nos Estados Unidos, enquadraram-se na categoria de "inapropriados", de acordo com esta classificação: o compositor Vladimir Shainsky, o cantor Alexander Rosenbaum e o ator Alexander Kalyagin.

É digno de nota de que o assunto sobre judeus é extremamente importante para os Estados Unidos: esta nação representa uma parcela considerável na estrutura do povo americana.

Alguém pode então inferir que os Estados Unidos receberam uma surpresa criminal e anti-semita diante de Leonid Nevzlin. É altamente improvável que a administração dos Estados Unidos irá encontrar meio de conciliar todas as conseqüências num futuro próximo.

Por que Leonid Nevzlin visitou os Estados Unidos. Ele estava perseguindo um dia de fama e uma oportunidade para causar um escândalo internacional? Para toda aparição, a resposta é simples: o ataque é a melhor defesa, especialmente quando a última foi esgotada e desperdiçada.

(Pravda, http://english.pravda.ru/main/18/88/354/15811_Nevzlin.html, 15/05/2005)