NOTÍCIAS – 18/06/2005
IMPROCEDENTE
JUSTIÇA REJEITA AÇÃO DE KIA CONTRA LANCE!
RIO
E SÃO PAULO
O juiz Regis Rodrigues Bonvicino, da 36ª
vara cível de São Paulo, julgou improcedente a ação
de danos morais movida contra o LANCE! pelo presidente do MSI, Kia
Joorabchian.
Na sentença, o magistrado afirma que a
matéria do dia 15 de abril, em que o diário noticia as
investigações do Ministério Público sobre
a parceria Corinthians e MSI, não contém abusos,
distorções ou ofensas pessoais ao dirigente do
fundo.
'Eventual sensacionalismo advem da gravidade dos
fatos', diz o juiz
-O conjunto da prova revela que os
fatos apontados pela reportagem ficaram restritos a sua condição
de notícia, sem qualquer abuso por parte do periódico e
sem a emissão de qualquer juízo de valor ou juízo
crítico - afirma o juiz. - Não há dano à
honra e/ou à imagem do autor (Kia) - acrescenta.
Na ação
contra o LANCE!, o presidente do MSI acusava o diário de
manipular dados para atribuir ao MP
conclusões de que haveria lavagem de dinheiro na parceria
entre fundo e o Corinthians.
Mas o argumento não foi
acatado pelo juiz Bonvicino:
-Os promotores de Justiça
asseveram, pelos veementes indícios encontrados na
investigação, que a parceria MSI-Corinthians está
sendo utilizada para a prática de lavagem do dinheiro obtido
principalmente por Boris Berezovski, pessoa condenada a 20 anos de
prisão e procurada por crimes contra o sistema financeiro
russo, bem como participação em organizações
Criminosas - afirma.
Os advogados de KIA também
consideraram “escandalosa e ilícita” a manchete “É
Lavagem de Dinheiro”, publicada pelo LANCE! naquele dia, o que
de novo foi contestado pelo magistrado.
-A manchete tem cunho
coloquial, agindo no repertório de seus leitores, todavia, não
se pode dizer que seja sensacionalista, mas apenas enfática
com o que noticiou.
De acordo com o juiz Bonvicino foi Kia
quem distorceu os fatos ao afirmar, em entrevista a este L!, estar
feliz diante do relatório “ao concluir que os eminentes
promotores não apontaram irregularidades, quando eles
apontaram mais do que irregularidades”.
(Lance!,
18/06/2005, p. 6)