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– 06/06/2005
É pouco provável que Putin deixe Abramovich, dono do Chelsea, escapar muito facilmente
Rússia
aumenta a pressão sobre Roman Abramovich, o bilionário
dono do Chelsea Football Club, tanto que ele continua movimentando
com muito custo sua vasta riqueza em sua Rússia natal, e
permanece com um escritório político lá,
escreveu o The Independent no Domingo.
A pressão,
que está sendo exercida pessoalmente pelo Presidente Vladimir
Putin, vem entre sinais de que Abramovich está procurando
clandestinamente desenrolar seus interesses políticos e
financeiros na Rússia como parte de uma estratégia para
mudar toda sua fortuna para uma jurisdição mais
estável, como por exemplo o Reino Unido, onde ele passa muito
de seu tempo.
Putin está claramente irritado com tal
comportamento, como é sabido o líder russo acredita
fortemente que os super-ricos do país estão moralmente
obrigados a reinvestir parte de sua fabulosa riqueza na sociedade.
Diz-se que ele está ansioso para que Abramovich mantenha laços
mais próximos com o país que o transformou em seu mais
rico cidadão.
A revista Forbes afirmou no começo
do ano que a participação do chefe do Chelsea e seus
sócios na gigante de petróleo Sibneft indicou que
Abramovich agora acumularia cerca de US$14,7 bilhões. Em
Londres aquela fortuna permite-lhe fazer como lhe agrade, mas na
Rússia a história é diferente.
Em um
tempo em que a classe oligárquica está cambaleando
pela condenação de Mikhail Khodorkovsky a nove anos de
prisão, seguindo o que muitos consideraram um julgamento show
encenado pelo Kremlin, Abramovich sabe que ele deve caminhar com
cautela.
Em questão está sua posição
como governador da região Arctic Chukotka. O famoso e recluso
oligarca foi eleito para o cargo em 2000, mas seu mandato de 5 anos,
que tem emocionado os locais e aplacado o Kremlin, deve terminar em
Dezembro.
Embora Abramovich tenha desde muito tempo delegado a
gestão no dia-a-dia da empobrecida região de 50.000
representados, sabe-se que
ele teve o suficiente daquilo que seus ajudantes chamam “um
projeto”. “Ele tem experimentado políticas, e
isso não é para ele,” uma fonte próxima ao
oligarca contou ao The Independent no Domingo. Mas quanto ao
US$1,5 bilhão seu quadro de auxiliares afirma que ele investiu
na distante área tendo transformado sua infra-estrutura e
padrão de vida – uma recente pesquisa eleitoral
descobriu que 20% da população local o via como
“bom”.
O papel desempenhado foi inicialmente visto
por muitos como “seguro político” – um modo
de afastar um crescente e feliz Kremlin anti-oligarca. Mas
recentemente Abramovich deixou claro que ele não quer um outro
mandato como governador de Chukotka. Entretanto, o Kremlin e a
agradecida população de Chukotka, não vão
deixá-lo retirar a mão de seu bolso – ou de sua
carteira - sem uma luta.
Konstantin Pulikovsky, o oficial
que recomenda candidatos ao Sr. Putin disse recentemente: “Eu
não tenho razões para não indicar a frente Roman
Arkadyevich (Abramovich) para um outro período. Ele foi capaz
de tirar o território do abismo.
Como sinal de que
Putin está pressionando um homem de quem os generosos
churrascos em Moscou ele costumava freqüentar, os dois
mantiveram recentemente um encontro no Kremlin, com um trecho
transmitido pela televisão estatal.
Um rigoroso Sr.
Putin foi visto questionando o bilionário – que, quase
sem precedentes, estava usando uma gravata – sobre a
performance econômica de Chukotka, e querendo saber por que os
níveis de produção caíram.
Como
Abramovich foi obrigado a explicar esta aparente mancha em uma, por
outro lado, foto brilhante, seus modos estavam deselegantes, seus
ombros caídos em postura desleixada e seu jeito respeitoso. O
encontro parecia mais como uma entrevista entre professor e um pupilo
malvado do que um entre o presidente do maior país do mundo e
seu mais rico cidadão.
O rumor tem isso, escreve o
jornal, que Abramovich pode vender sua parte no investimento na
Sibneft para uma entidade estatal, ajudando no futuro o Kremlin a
consolidar o poder sobre as fontes de energia da nação.
Tendo visto o que aconteceu a Khodorkovsky, que costumava ser o homem
mais rico da Rússia, Abramovich irá pensar
cuidadosamente antes de rejeitar o governo de uma região que é
um mundo bem distante de sua amada Stamford Bridge.
(Mosnews, http://www.mosnews.com/news/2005/06/06/putinabramvch.shtml, 06/06/2005)