NOTÍCIAS –
08/03/2005
KIA
CONTRA CITADINI: AGORA, PEGOU FOGO
O iraniano diz que Citadini não
entende de futebol, que contratou errado ano passado. Citadini
devolve: "Ele pensou que ia chegar num país de índios."
COSME RÍMOLI
Kia Joorabchian pensou que iria
atacar Roque Citadini e não teria troco. Engano. O dirigente
da MSI foi à TV Gazeta no domingo à noite e criticou
com ironia o ex-vice de Futebol do Corinthians.
"Ele
(Citadini) não entende nada de futebol. Dois dos maiores
salários do clube do ano passado foram para pagar dois
atacantes (Marcelo Ramos e Alberto), que jogaram 48 partidas e
fizeram três gols. O Corinthians com Citadini tinha média
de um gol por partida. Não é isso que a nossa torcida
merece..."
Kia também sorriu ao falar das várias
acusações que Citadini fez à MSI. "Ele
falou em Bin Laden, lavagem de dinheiro, Banco Central, Ministério
Público... A MSI foi investigada, nada ficou provado. Ele
falou sobre o que não sabe."
Por determinação
de Kia, o ex-braço direito do presidente Alberto Dualib foi
afastado do futebol. Continua vice-presidente do clube porque foi
eleito. Quando soube das acusações do iraniano,
Citadini reagiu forte.
"O Kia está irritado porque
pensou que fosse chegar em um país de índios, atrasado.
Daria alguns jogadores como os navegadores davam espelhinhos para os
índios e faria o que quisesse. Aqui existem instituições
fortes: Ministério Público, Banco Central. A MSI está
sendo e continuará sendo investigada", responde.
CITADINI TAMBÉM USOU DE IRONIA
"Kia
mostrou o quanto entende de futebol no clássico contra o São
Paulo. Invadiu o vestiário e agiu como um menino mimado que
teve a lancheira riscada e foi reclamar com o pai. Mandou embora o
Tite e criou um clima de instabilidade enorme no grupo de jogadores.
Se essa é a maneira como ele cuida das empresas, a MSI que se
cuide..."
O vice garante que a MSI está 'fazendo a
festa' dos Bancos Centrais da Argentina e de Portugal.
"O
dinheiro tem ido direto para esses países. A MSI está
sendo ótima para a economia destes países. E tem mais:
o Kia jurou que se a parceria fosse aprovada, depositaria US$ 20
milhões nos cofres corintianos. Não depositou. Isso é
administrar de maneira moderna um clube?"
Sobre as acusações
de Kia, Citadini se defende. Embora no Parque São Jorge se
saiba que quem contratou Marcelo Ramos foi o presidente Alberto
Dualib e quem negociou a vinda de Alberto tenha sido Paulo Angioni.
"Os jogadores que contratei vieram com o aval das comissões
técnicas. Comigo o Corinthians foi bicampeão paulista,
ganhou o Rio São Paulo e a Copa do Brasil. O Kia, além
de tudo, é azarado. Não só no futebol. Ele
nasceu em uma família rica no Irã e depois de dez mil
anos acontece uma revolução religiosa que inverte a
ordem política do país. Se não tivesse azar,
viveria uma vida de menino rico como ele gostaria. Deve ser duro para
ele ter de trabalhar..."
Citadini foi afastado do futebol
corintiano, mas segue no clube. "Tenho participado de todas as
reuniões de diretoria. Do futebol comandado pela MSI eu quero
distância. Não quero ver o meu nome ligado à
empresa ou ao Kia. Quero distância!"
Sobre a partida
contra o Cianorte, amanhã às 21h45 em Maringá, o
time estará reforçado para a estréia de
Passarella. O argentino Sebá já está livre das
dores no púbis e poderá atuar ao lado de Anderson no
lugar de Betão. Fabrício também deverá
ganhar a posição de Marcelo Mattos. A definição
acontecerá no treino de hoje pela manhã no Parque São
Jorge.
Roger confirmou ontem que está abrindo mão
de muito dinheiro para jogar pelo Corinthians.
"Poderia ter
continuado a receber dinheiro do Benfica sem entrar em campo. Quis
voltar porque sei que jogando bem no Corinthians estou a um passo da
Seleção. Perco agora para ganhar na frente."
Quem
também quer ganhar dinheiro é Kia Joorabchian. Espalhou
no mercado publicitário que a camisa corintiana tem preço
para patrocinadores: US$ 10 milhões.
(Jornal da Tarde,
Esportes, 08/03/2005)