NOTÍCIAS –
08/03/2005
KIA
x CITADINI: AGORA A GUERRA É DECLARADA
Executivo
da MSI perde a pose e a diplomacia e ataca dirigente corintiano, que
dá resposta imediata
FOGO CRUZADO
Eduardo
Maluf
Kia Joorabchian, o chefão da MSI, resolveu mudar
o comportamento repentinamente e deixou de lado o estilo diplomático,
que o vinha caracterizando, para atacar sem dó o
vice-presidente do Corinthians Antonio Roque Citadini. Pegou todo
mundo de surpresa. 'Quando ouço o vice-presidente (Citadini)
falando de futebol, vejo que não entende nada', disparou o
iraniano, durante o programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, na
noite de domingo. 'Ele contratou dois atacantes que fizeram 3 gols em
48 jogos na temporada passada', acrescentou.
Kia referiu-se a
Marcelo Ramos e Alberto, que chegaram ao Parque São Jorge em
2004, mas não tiveram sucesso e acabaram
dispensados.
Citadini, que sempre se manifestou de forma contrária
à parceria Corinthians/MSI e, por isso, afastou-se do
Departamento de Futebol, ficou sabendo das declarações
do adversário político e retrucou na mesma intensidade.
'Não dá para responder a uma pessoa que invade o
vestiário do time em estado apopléctico', rebateu o
dirigente.
O vice-presidente corintiano fez alusão à
entrada de Kia no vestiário da equipe após a derrota
para o São Paulo por 1 a 0, há 9 dias. Depois daquela
partida, a MSI decidiu demitir o técnico Tite e, então,
contratar Daniel Passarella. 'Ele é como um menino mimado.'
Kia comentou que Citadini só falou 'bobagem ao acusá-lo
de lavagem de dinheiro e outros atos suspeitos' e afirmou não
entender a razão de ele criticar tanto a parceria. 'Os ataques
que ele faz não têm sentido. Ele quer que os torcedores
vão ao estádio para ver média de um gol por
jogo, como no ano passado?' O cartola corintiano disse saber das
razões pelas quais 'Kia anda tão irritado e o criticou
na televisão'. 'Eles (MSI) estão profundamente
nervosos. Acreditavam que chegariam ao Brasil e fariam o que bem
entendessem. Só que já têm problemas com o Banco
Central, com o Ministério Público', observou. 'Achavam
que o Brasil era a República das Bananas. Por isso, estão
irritados.' O iraniano vinha, até então, respondendo a
parte da imprensa que o criticava, mas jamais havia entrado em
conflito com algum dirigente do Corinthians. Agora, cada vez mais
poderoso, demitindo e contratando, Kia sente-se à vontade para
agir como o verdadeiro presidente do clube.
(O Estado de S.
Paulo, Esportes, 08/03/2005)