NOTÍCIAS –
04/03/2005
EXPECTATIVA É PELO ESTILO LINHA DURA
É enorme a expectativa dos
jogadores do Corinthians pela chegada do novo treinador. E a
ansiedade é muito maior para os jogadores com mais tempo de
casa, como Betão, Wendell, Coelho... A maior dúvida é
em relação ao estilo linha dura do técnico
argentino Daniel Passarella.
Há curiosidade também
sobre o esquema tático que ele vai adotar no clube do Parque
São Jorge.
No domingo, contra o União
São João, em Mogi Mirim - o Corinthians perdeu mando de
campo -, a equipe será comandada pelo interino Márcio
Bittencourt.
Betão chegou a ter a preferência do
técnico Tite em campo. O ex-treinador corintiano tinha no
zagueiro um de seus homens de confiança. Por ter um nível
cultural acima da média, Betão chegou funcionar como
tradutor de Tevez na concentração, antes da chegada de
Sebastian Domingues. Óbvio que, com a troca de comando, Betão
terá de "reconstruir" sua imagem no clube.
"Sempre
que há troca de técnico a gente fica ansioso. A gente
pensa: será que o nosso desempenho vai agradar? Ainda mais
quando o treinador que sai é um cara como o Tite, no qual todo
mundo confia."
Desde que foi promovido ao time
principal, Betão já trabalhou com vários
treinadores: Vanderlei Luxemburgo, Oswaldo de Oliveira, Geninho,
Juninho, Júnior, Carlos Alberto Parreira e o próprio
Tite. A cada mudança, sentiu a mesma sensação.
"Felizmente, sempre tive o meu trabalho reconhecido. E espero
que a história se repita agora, com o Passarella",
afirma.
Quanto a Márcio, que vai dirigir o time no
domingo, em Mogi Mirim, a relação do zagueiro é
a melhor possível. "Até outro dia, ele ainda era
um jogador em atividade. Se não me engano, em 1995 foi campeão
da Copa do Brasil pelo Corinthians. Hoje fez o mais simples: manteve
o que o Tite vinha fazendo", disse, referindo-se ao treino para
enfrentar o União São João.
Com Márcio,
pelo menos Betão deve ter uma chance no time titular no
domingo, em Mogi Mirim. Mas ele sabe que não será fácil
se manter na equipe quando Sebastian Domingues se recuperar das dores
nos adutores. Não só por ser argentino, como
Passarella, mas principalmente porque Sebá leva uma vantagem:
Passarella o conhece muito mais do que Betão.
"Mas
isso não significa que não posso ser titular.
Brasileiro ou argentino, a disputa será em campo", espera
o zagueiro.
(Jornal da Tarde,
Esportes, 04/03/2005)