NOTÍCIAS –
31/1/2005
CONTRATO
DE TEVEZ NO TIMÃO É DE DOIS ANOS
MSI afirma que esse é o
prazo máximo do visto de trabalho
LANCEPRESS!
O
contrato de Carlitos Tevez com o Corinthians não é de
cinco anos, como declaram o clube e o Grupo MSI (Media Sports
Investiment), mas de apenas dois.
O vínculo do atacante
argentino com o Timão registrado na CBF, de acordo com o
Boletim Diário Informativo do dia 27 deste mês, vai até
o dia 13 de janeiro de 2007.
A versão oficial do MSI é
que esse é o prazo máximo de visto de trabalho
fornecido pelo Ministério do Trabalho e pelo Ministério
das Relações Exteriores. Seguindo a orientação
dos advogados, o contrato será renovado quando o atual
expirar.
De fato, o decreto n 3.435, assinado no dia 25 de
abril de 2000 pelos governos de Brasil e Argentina, determina que
esse período se refere ao visto temporário de trabalho.
É possível obter o visto permanente, cuja
validade é de cinco anos, mas para isso é preciso um
investimento estrangeiro mínimo de US$ 200 mil, registrado no
Banco Central. O problema é que o negócio envolvendo
Tevez foi feito entre MSI e Boca Juniors (ARG) e os US$19,5 milhões
pagos pelo jogador argentino não passaram pelo BC.
O
MSI só não explica como vai se resguardar para evitar
que Tevez assine um pré-contrato com outro clube em meados do
próximo ano, quando restarem seis meses para o término
do atual vínculo.
Outra dúvida se refere ao
salário do jogador no Corinthians. De acordo com o contrato
registrado na CBF, Tevez receberá R$ 286 mil mensais, mais que
o dobro do teto salarial do clube de R$110 mil.
O clube e o
MSI afirmam que Carlitos ganhará R$ 110 mil por mês,
mais US$2 milhões (hoje, R$5,4 milhões) no fim do ano
como compensação por ter deixado a Argentina para morar
no Brasil. Esse valor seria equivalente às luvas.
(Lance!,
Corinthians, 31/1/2005, p. 13)
MSI
ALTERA O REGISTRO
LANCEPRESS!
O MSI pretende
entrar nesta segunda-feira com um pedido para alterar o registro na
Junta Comercial de São Paulo. De acordo com o atual, a empresa
pertence a apenas dois "sócios" Carlos Fernando
Sampaio Marques e Maurício Fleury Pereira Leitão, ambos
advogados do Veirano, escritório que presta consultoria a Kia
Joorabchian. O jornal "Folha de S.Paulo" publicou neste
domingo matéria com o registro atual e o capital da empresa:
apenas R$ 1.000,00.
A revelação incomodou
bastante os advogados, que têm participação
meramente figurativa no MSI. Kia Joorabchian, o iraniano que dá
as ordens no grupo, não é citado e, logo, não
responde legalmente pela empresa no Brasil.
Segunda,
advogados da própria Veirano devem encaminhar o pedido de
alteração à Junta Comercial. Joorabchian segue
fora da empresa, mas o MSI com sede no exterior ganharia
participação.
O contrato de parceria do
Corinthians foi firmado com o MSI Internacional, mas, no texto, já
havia referências a uma subsidiária que auxiliaria na
administração do clube.
Até agora, nenhum
centavo do MSI chegou para o Corinthians. Pelo contrato, o clube
teria direito, de saída, a US$ 20 milhões para o
pagamento de dívidas, além de US$15 milhões para
reforços. Todos as contratações feitas até
agora foram por meio de terceiros e não passaram pelo Brasil.
O único dinheiro que o Corinthians recebeu foram US$ 2
milhões, a título de empréstimo da Devecia,
empresa desconhecida do exterior.
(Lance!,
Corinthians, 31/1/2005, p. 13)