NOTÍCIAS – 29/9/2004


CITADINI VÊ PROBLEMAS NO CONTRATO ENTRE TIMÃO E MSI




LANCEPRESS!

Os advogados contratados pelo Corinthians e pelo Grupo Media Sports Investment (MSI) já trabalham juntos na redação final do contrato de parceria de dez anos entre o clube e os investidores.

A intenção do presidente Alberto Dualib é apresentar o texto para o Conselho Deliberativo o quanto antes e, então, oficializar o acordo.

O que parece simples, no entanto, pode ficar complicado. Pelo menos, essa é a opinião do vice-presidente Antonio Roque Citadini.

– Acho que os advogados das duas partes estão enfrentando dificuldades para redigir esse contrato – disse o dirigente, que ficou incomodado ao ler o LANCE! de terça-feira.

Ele fez questão de ressaltar que não está "no muro" em relação à parceria, como publicado. Alega que, apesar de desconfiado, apoiará o acordo se ele for bom para o Corinthians. Toma cuidado ao se manifestar sobre a negociação.

– Sequer tenho certeza que o senhor Kia esteve no Brasil – afirmou.

Kia Joorabchian, o representante iraniano do MSI, visitou o país segunda-feira, fez uma reunião com Dualib e já foi embora.

Depois do encontro com Joorabchian, Dualib reuniu em sua casa os advogados que cuidam do caso e a comissão especial formada para analisar o contrato.

Conseguiu deixar entusiasmados alguns dos participantes com promessas altas. Na reunião, falou-se em US$ 100 milhões por dez anos de contrato e de um time que tenha sempre três jogadores de Seleção (argentina ou brasileira).
Seus principais aliados defendem o acordo com unhas e dentes.

– Um negócio desses não aparece de novo nem em 100 anos! É um acordo que, pela primeira vez, contempla também a parte social do clube. Isso é inédito! – defendeu o vice Luís César Granieri.



(LANCE!, 29/9/2004)



VICE DO TIMÃO COMPARA A PARCERIA A SITUAÇÃO DE OUTROS CLUBES



LANCEPRESS!

Em sua defesa da parceria, o vice-presidente do Corinthians, Luís César Granieri, comparou o acordo com o Grupo MSI com as negociações que outros clubes fizeram recentemente com o Grupo Global Soccer Investiments (GSI).


–Se GSI pode e MSI não, a gente muda a sigla. Eles levaram o Daniel Carvalho, o Luís Fabiano, o Vágner Love, o Diego e ninguém falou nada! O que importa é que o dinheiro entre pelo Banco Central – alegou.




(LANCE!, 29/9/2004)