NOTÍCIAS – 24/8/2004




CITADINI É TOTALMENTE CONTRA A PARCERIA



LANCEPRESS!

O vice-presidente Antonio Roque Citadini é totalmente contra a parceria acertada em Londres. A interlocutores, o dirigente tem demonstrado preocupação com a participação de Renato Duprat na negociação e com a falta de informações sobre os investidores. Apesar do presidente Alberto Dualib estar determinado à mantê-lo no comando do clube, Citadini pode até acabar sendo afastado.



(Lance!, 24/8/2004)



UM RUSSO MILIONÁRIO NA PARCERIA DO CORINTHIANS




Tudo indica que quem está por trás da tal MSI, a empresa recém criada e presidida pelo esfuziante iraniano Kia Joorrabchian e que deve virar parceira do Corinthians hoje à noite se o conselho do clube aprovar, é mesmo o milionário russo Boris Berezovski. Russo e iraniano já foram parceiros na compra da editora Kommersant, na Rússia.


Berezovski, de 57 anos, foi do grupo político de Boris Yeltsin, ex-presidente russo, e tornou-se dono de uma fortuna estimada em três bilhões de dólares, graças ao controle de empresas de mídia, petróleo, alumínio e automóveis.


Hoje vive em Londres, sede da tal MSI, fugido da Justiça russa, que quer extraditá-lo.


Ele é acusado de ter ligações com a máfia chechena e foi condenado, em 2002, por extorsão cometida 10 anos atrás. Inimigo do atual presidente russo, Vladimir Putin, com mandado internacional de prisão expedido contra si, Berezovski tem desde setembro do ano passado o status de "refugiado político".


Recentemente viajou para a Geórgia, país visitado pela comitiva corintiana que foi à Europa na semana passada, com nome trocado, segundo ele "por iniciativa das autoridades inglesas que visou protegê-lo dos russos".


Berezovski viajou no avião de seu sócio, o empresário georgiano Badri Patarrkatsichvili.


Tudo faz sentido.


O russo Berezovski mora em Londres, sede da MSI, tem antigas relações com o iraniano Kia Joorrabchian e lida, entre outras coisas, com grupos de comunicação.


E tudo que a MSI quer, ao entrar no Corinthians, é mudar a relação do clube com a TV.


Coisa que tentou antes com o Santos, via Renato Duprat, o ex-empresário da Unicór, que patrocionou o clube e faliu.


O que, aliás, desmente as primeiras entrevistas do iraniano Joorrabchian, nas quais disse ter se tomado de amores pelo Corinthians desde que o conheceu, anos atrás. Na verdade, o Santos era o objetivo.


Mas a mentira do iraniano parece menos perigosa que o perfil do milionário Berezovski, alvo de uma série de reportagens do jornalista norte-americano Paul Khlebnikov, chefe de redação da edição russa da revista Forbes, recentemente morto com quatro tiros em Moscou.


O jornalista chamava Berezovski, simplesmente, de "o padrinho do Kremlin".

JUCA KFOURI



(Lance!, 24/8/2004)