NOTÍCIAS – 29/6/2004


PAINEL FC

ROQUE, O DEMOLIDOR

O corintiano Roque Citadini vai além na proposta da CBF de implodir o Maracanã para uma Copa no país. "Tem que pôr tudo abaixo. Não há no Brasil nenhum estádio em condições de receber um jogo de Copa." Ele não salva nem o mais moderno estádio do país, a Arena da Baixada: "Não tem estacionamento nem rampas de acesso".


DIVIDIDA
De Mauro Marques, vice-presidente da FPF e ligado ao PT paulista, sobre as críticas de Roque Citadini ao governo Lula:
-Ele deveria cuidar melhor do Corinthians. Está tão por baixo que, se vier a público pedir que aos corintianos pintem a cara de preto-e-branco, a torcida sai às ruas de verde.


(FOLHA DE S. PAULO, FOLHA ESPORTE, 29/6/2004)





PANORÂMICA

FUTEBOL


RINCÓN SELA ACORDO COM CORINTHIANS




O jogador aceitou ontem cerca de R$400 mil pela rescisão de seu contrato, imposta pela diretoria do clube.
Com o acordo, Rincón vai desistir de acionar o Corinthians na Justiça do Trabalho.
Segundo a advogada do colombiano, Gislaine Nunes, o volante quis evitar constrangimento para Andrés Sanchez, ex-vice do clube, principal responsável por sua contratação.
Rincón acreditava ter direito a R$2,5 milhões pela rescisão. Inicialmente, recusara uma oferta de R$235 mil para não processar o clube.
Ele também aceitou receber só parte de seus direitos de imagem de maio, que estavam retidos.

(DA REPORTAGEM LOCAL)



(FOLHA DE S. PAULO, FOLHA ESPORTE, 29/6/2004)







RINCÓN CULPA DIRIGENTE PELA SUA RESCISÃO COM O CORINTHIANS


Do Pelé.Net
Em São Paulo


Após ter rescindido o seu contrato com o Corinthians, Rincón desabafou. Nesta terça-feira, em entrevista coletiva, o colombiano afirmou que o principal responsável pela sua saída do clube foi Antônio Roque Citadini, vice-presidente de futebol.


Na segunda-feira, o volante desistiu de acionar o Timão na Justiça e aceitou cerca de R$ 400 mil. Rincón, que tinha contrato até o final do ano, acreditava ter direito a R$ 2,5 milhões. O imbróglio foi encerrado, de acordo com o atleta, em respeito a Andrés Sanchez, ex-vice do alvinegro, principal responsável por sua contratação.


"Logo depois que o Andrés saiu, comecei a ser pressionado pelo Citadini e pelo Dualib (Alberto, presidente). Ele (Citadini) provou mais uma vez que é mau-caráter, sacana. Armou para que eu saísse", disse.


"O Corinthians começou a cair depois que o Citadini assumiu. A instituição é mais importante que ele e precisa rever a situação dessa pessoa", continuou.


O ex-capitão não se limitou a criticar os cartolas. "Muitos jornalistas compactuaram. Levei porrada durante três meses", afirmou. "Tudo bem que chamei a responsabilidade, mas não era o único responsável pela crise do time. Agora que não estou mais lá, quero ver quem será o para-raio".


O técnico Tite, segundo Rincón, também não foi leal. "No início, tive uma boa impressão dele. Me chamou para conversar e falou que eu não estava nos planos. Na hora ele foi homem, mas depois...".


"Soube que ele também se prestou à palhaçada. Como estava desempregado havia muito tempo, aceitou todas as condições da diretoria", frisou.


O jogador negou que tenha tido problemas de relacionamento com o elenco. Foi noticiado que Rincón teria agredido Fabrício, volante que se recupera de contusão.


"É mentira. Apenas cobrava todo mundo, como sempre fiz. Agora, me relacionava melhor com alguns jogadores, casos do Valdson (zagueiro), Marcelo Ramos (atacante). Não jogava videogame com os garotos porque nunca gostei. Isso, para mim, não é formar panela", disse.


Em relação à torcida, o cabeça-de-área foi duro. "Não concordava com a atitude dos torcedores. Me reuni com os líderes e coloquei isso a eles". Após a derrota para o Atlético-PR por 5 x 0, no Pacaembu, o carro que transportava Rincón e o goleiro Fábio Costa foi apedrejado.


Ríncon, que sempre afirmou ser corintiano, revelou estar decepcionado. "Dei duro para colocar a equipe em um patamar elevado, mas não consegui. É uma pena que o time não tenha evoluído como gostaria". O Timão quase foi rebaixado no Paulistão e ocupa as últimas posições no Campeonato Brasileiro.


"Vou pensar no que farei daqui para frente. A porrada foi muito forte e, por enquanto, pretendo apenas descansar e cuidar dos meus filhos", finalizou.



(UOL ESPORTES, ÚLTIMAS NOTÍCIAS, 29/6/2004, 13h04)