Copa: obras em estádios e de mobilidade urbana custarão R$ 17,2 bi
Vinte
dias depois de ter firmado a matriz de responsabilidade com as
cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, o governo federal divulga,
enfim, os documentos com valores e quem conduzirá as obras,
que consumirão um total de R$ 17,2 bilhões apenas nos
projetos de “mobilidade urbana e estádios”. Também
estão previstos a data inicial e o prazo de conclusão
dos empreendimentos, conforme antecipou ontem o Blog
do Cruz,
no UOL.
Os dados são do Ministério do Esporte e,
apesar de o órgão citar que os recursos destinam-se
também a obras em aeroportos, hotelaria e portos, os
documentos consolidados pelo Contas Abertas revelam que a matriz se
refere, exclusivamente, à mobilidade urbana e estádios,
a cargo dos estados, municípios e clubes de futebol. Por
mobilidade urbana entenda-se a construção ou melhorias
de vias de transportes públicos.
Os documentos
disponíveis para consulta no portal
do Ministério do Esporte
são assinados pelo ministro da pasta, Orlando Silva, pelo
ministro das Cidades, Márcio Fortes, e por 11 prefeitos e 12
governadores. Neles, governos estaduais, municipais e federal - por
meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) e Caixa Econômica Federal (CEF) - firmam os
compromissos para a realização do evento. Os envolvidos
são responsáveis por executar os 60 projetos
distribuídos em todo o país.
R$ 240
milhões para reformar Morumbi.
São Paulo será
o estado com maior montante a ser aplicado: R$ 3,4 bilhões.
Apenas as obras do monotrilho “Linha Ouro”, pagas com
recursos dos governos estadual e municipal, além de
financiamento da CEF, custarão quase R$ 2,9 bilhões. A
reforma do Morumbi, que será realizada com recursos do São
Paulo Futebol Clube, está orçada em R$ 240 milhões.
O
Rio de Janeiro é o segundo na lista dos que mais terão
verba para receber os jogos da Copa: R$ 2,2 bilhões. São
apenas dois projetos na cidade, que também irá sediar
os Jogos Olímpicos de 2016. A reforma do Maracanã (R$
600 milhões) e obras do “corredor T5” (R$ 1,6
bilhão), que ligará o aeroporto internacional à
Barra da Tijuca, passando pela Penha.
Porto Alegre é a
cidade que menos precisará desembolsar para sediar a Copa. De
acordo com a matriz de responsabilidades, a capital gaúcha
necessita de R$ 524,7 milhões para a execução de
sete projetos. Também entre os menos necessitados está
Curitiba, no Paraná, onde deverão ser investidos R$
630,6 milhões até, no máximo, junho de 2014. Ao
todo, serão dez projetos na capital paranaense.
O maior
aporte financiador, segundo levantamento produzido pelo Contas
Abertas, sairá da Caixa, responsável por R$ 6,4
bilhões, ou 37%, dos R$ 17,2 bilhões listados na matriz
de responsabilidades. Em seguida, aparece o BNDES, que financiará
mais R$ 4,9 bilhões. Juntos, os gigantes financeiros abarcarão
66% de todo o investimento previsto de mobilidade urbana e estádios
para a Copa de 2014.
O restante ficará por conta dos
governos estaduais e municipais (R$ 5,1 bilhões), governo do
Distrito Federal (R$ 348,3 milhões), além dos clubes de
futebol Atlético Paranaense, Inter e São Paulo (R$ 333
milhões). No total, R$ 5,3 bilhões serão
destinados exclusivamente a reformas, ampliações e
construção de estádios.
Orçamento
Também
não estão contabilizadas nos documentos divulgados pelo
Ministério do Esporte eventuais obras de mobilidade urbana
diretamente ligadas à Copa existentes no Orçamento
Geral da União. Apesar da promessa por parte do governo, ainda
faltam indicações específicas nas rubricas
orçamentárias se o empreendimento faz parte ou não
do projeto do evento.
Clique
aqui
para ver quadro consolidado, por estado.
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Abertas
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Leandro Kleber e Milton Júnior
Do
Contas Abertas
(Contas Abertas, http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=17, 03/02/2010)