COB
'Nuzman não é a pessoa certa'
O Comitê
Olímpico Brasileiro aponta o número de finais
disputadas por modalidades que antes não tinham tradição
no esporte brasileiro para justificar um crescimento após os
investimentos feitos. Para os especialistas, o presidente do COB
Carlos Arthur Nuzman já provou não ser o homem ideal
para uma evolução no tratamento da entidade.
- O
Nuzman não é a pessoa que pode liderar o Brasil nisso.
Ele está há 12 anos no comando do COB e só
gastou dinheiro. Alguns esportes progrediram, mas custou caríssimo.
Na Jamaica, o investimento é muito menor e os resultados
obtidos na Olimpíada são iguais aos do Brasil. O Brasil
tem que buscar fazer esporte em alto nivel com pouco dinheiro -
afirma Marcelo Damato.
O esporte que mais cresceu desde que o
dirigente assumiu o COB foi justamente o vôlei, no qual Nuzman
presidiu a confederação. José Carlos Brunoro,
reclama que o investimento na modalidade é alto.
-
Nunca somos ouvidos. Tem tanta coisa errada que continua errada e que
são justificadas por outros caminhos, temos que repensar. O
COB tem verba, mas precisa justificar seus projetos - afirma.
Brunoro também não vê problemas em
levarmos cada vez mais atletas para os Jogos Olímpicos, mesmo
sem bons resultados:
- Quanto mais gente levarmos, melhor. Se
tiver que levar 300 e tiver apenas 10 medalhas, tudo bem, ao menos
poderá passar por uma nova experiência - finaliza o
gestor.
(Lance!, 27/08/2008)