COB
Esportes que já contam com alto investimento de patrocinadores, são mais beneficiados pelo COB
Após
12 anos com Carlos Arthur Nuzman no comando do Comitê Olímpico
Brasileiro (COB) e investimentos de uma potência olímpica,
o Brasil teve em Pequim resultados iguais ou inferiores aos de Jogos
Olímpicos anteriores, inclusive com um desempenho pior que o
de Atlanta-l996, o melhor do país.
O Brasil levou para
Pequim 277 atletas, 52 a mais que na primeira Olimpíada da Era
Nuzman, mas o aproveitamento de medalhas por atleta foi pior.
O
fator de preocupação é que há 12 anos o
COB não recebia as verbas da lei Agnelo Piva, que com a lei de
incentivo e os patrocinadores, contribuíram Com cerca de R$
1,4 bilhões que deveriam ser repassados para o esporte
brasileiro durante o ciclo olímpico. O problema é a
forma como o dinheiro chega às confederações.
Modalidades como boxe, esgrima, luta e taekwondo vivem às
migalhas, enquanto entidades auto-suficientes como a Confederação
Brasileira de Vôlei (CBV) recebem mais de R$2 mi por ano.
-Se
vão R$10 para cada confederação, elas devem ser
cobradas de que forma está sendo utilizado o dinheiro, cada
tostão tem que ser muito bem cobrado. A solução
passa pela boa administração desde que se tenha
recursos. Tenho a impressão de que isso não acontece -
alerta o gestor em marketing esportivo José Carlos
Brunoro.
Criada pelo governo, a Bolsa Atleta deveria
beneficiar, principalmente, atletas olímpicos, mas ainda há
erros que comprometem na formação e preparação
de atletas. É justamente na formação de seus
atletas que o Brasil ainda não aprendeu como se estruturar.
- Ganhar medalhas olímpicas tem pouca importância.
Se tivermos mais crianças praticando esportes, teremos mais
medalhas como conseqüência natural - alerta o colunista do
L! Marcelo Damato.
Algumas modalidades brasileiras evoluíram
em Pequim, mas para um país que sonha em sediar a Olimpíada
de 2016, ainda falta saber como administrar o dinheiro que é
encaminhado para a prática esportiva e acaba mal
distribuído.
Colaborou Érika Romão
(Lance!, 27/08/2008)