RIO-2007

TCU aponta risco ao Pan


Paulo H. Caruso e Marcelo Damato
BRASÍLIA E DE PRIMA

O Tribunal de Contas da União aprovou na quarta-feira um relatório que coloca em xeque a capacidade de os governos municipal, estadual e federal entregarem as obras para a realização dos Jogos Pan-americanos de 2007.


Até a infra-estrutura no entorno das instalações exibe problemas


A 11 meses da abertura, o TCU
apurou atrasos em quase todas as principais obras relativas ao Pan: os complexos do Autódromo, de Deodoro e do Maracanã, o estádio João Havelange e a Vila Pan-Americana, sem falar de obras. de infra-estrutura urbana em torno desses locais.

Mais: concluiu que em algumas obras o atraso aumentou e que isso fez crescer o risco de elas não ficarem prontas a tempo.

Até na Vila Pan-americana, cujas obras principais estão no ritmo, há problemas. Algumas vias de acesso e as instalações temporárias nem começaram a ser feitas.

No mesmo sentido, ao contrário do anunciado pelo governo do Estado, o TCU apurou que as obras no Maracanãzinho não avançaram.

No relatório, o ministro Paulo Villaça afirma que, "apesar de o atraso na execução dessas atividades ainda não ser de tal monta que impossibilite sua conclusão a tempo, este estado será em breve alcançado, caso persista a inação".

Por meio de sua assessoria, o presidente do Co-Rio, Carlos. Arthur Nuzman disse apenas que "confia" que as obras ficarão prontas no prazo. Há além disso questionamento da projeção de gastos com água, eletricidade e telecomunicações no Complexo de Deodoro. O relatório afirma até que os custos foram computados em dobro.

Por causa dos atrasos e das supostas irregularidades, o TCU decidiu que vai analisar o andamento da organização mensalmente e não mais trimestralmente.

(Lance!, 18/08/2006)


Nuzman apóia valor do aluguel da Vila


O presidente do COB e do Co-Rio, Carlos Arthur Nuzman, disse ontem que está correto o valor pago à Construtora Agenco pelo aluguel dos apartamentos da Vila Pan-Americana - R$25 milhões, por dez meses. Segundo o relatório do TCU, a Caixa Econômica Federal avaliou que, pelos valores de mercado, deveriam ser pagos R$14,6 milhões.

O acordo do Co-Rio com a Agenco é polêmico desde que foi anunciado.


A construtora vendeu os apartamentos, mas vai receber aluguel do Co-Rio para cedê-los à organização do Pan. Além disso, os aluguéis foram pagos antecipadamente, e pelo Ministério do Esporte.


(Lance!, 18/08/2006)