PAN 2007

SINAL AMARELO


AUTÓDROMO JÁ PREOCUPA ODEPA


As obras no autódromo de Jacarepaguá, que ainda nem começaram, são a maior preocupação da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), que ontem iniciou vistoria nas construções do Rio para o Pan de 2007.
- Preocupa (a situação do autódromo) neste momento, mas temos certeza de que vai haver solução na hora certa - afirmou o uruguaio Julio Maglione, presidente da comissão de coordenação da Odepa para o Pan do Rio.
Hoje ele faz uma reunião com o prefeito César Maia. Irá pedir detalhes sobre os problemas enfrentados no autódromo, já que o contrato com a Rio Sports Plaza, a empresa vencedora da licitação, ainda não foi assinado.
No local, a maior preocupação também dos organizadores do Pan, deverão ser construídos uma arena poliesportiva para 18 mil pessoas, o parque aquático e o velódromo.
Por questões legais, o Tribunal de Contas do Município demorou mais de três meses para aprovar o acordo entre a Prefeitura e o consórcio que venceu a licitação.
Apesar de ter dado aval para a assinatura há duas semanas, até agora o contrato não foi firmado.
No início do ano, mesmo com o atraso em boa parte das obras, a postura da Odepa, entidade que gerencia o esporte olímpico nas Américas, era outra. Após a primeira visita de inspeção, ela chegara a dar nota 11 à organização dos Jogos.
Além da visita ao autódromo, a comissão da Odepa esteve na Vila Pan-Americana, no estádio João Havelange e no Maracanã, que recebeu os maiores elogios.
- Fiquei impressionado com o Maracanã, as obras lá são extraordinárias, o estádio é um monumento para todo o continente - declarou Maglione, ao lado da governadora Rosinha Matheus.
- O Complexo do Maracanã todo ficará pronto um ano antes dos Jogos (em julho do ano que vem), tempo mais do que suficiente para o Pan - disse a governadora.
Segundo ela, a maior parte das obras no estádio, no entanto, estará pronta em outubro próximo e a idéia é deixá-lo adequado aos padrões exigidos pela Fifa.

(Lance!, 14/06/2005, p. 26)


PAN TERÁ CÂMERAS CONTRA VIOLÊNCIA


Uma das grandes preocupações para os Jogos de 2007, a segurança receberá investimentos para 2007 dos três níveis de governo.
Ontem, durante a inspeção da Odepa, a governadora Rosinha Matheus afirmou que o EStado prepara uma nova delegacia para a Barra, além de 220 câmeras para monitoramento de público nas ruas da região que concentrará a maior parte dos Jogos.
O presidente do COS e do CORio, Cartos Arthur Nuzman, constantemente, indagado sobre a questão da violência, tem dito que não se trata de problema específico do Rio e lembra que haverá comando único para evitar problemas na coordenação.

(Lance!, 14/06/2005, p. 26)


REDUZIDA, VILA SÓ SERÁ ENTREGUE EM 2007

A Vila Pan-Americana não estará pronta em 2006, como havia dito a Agenco, empresa responsável pelas obras, na semana passada.
Quatro dos 17 prédios só deverão ser entregues em fevereiro de 2007, dois meses após o previsto.
O principal motivo é que o dinheiro da Caixa Econômica Federal, que seria liberado em maio, só deverá estar à dispoSição da Agenco no mês que vem.
A Caixa ainda não liberou a primeira parcela dos R$190 milhões, apesar de a Agenco ter concluído mais de 15% das obras, porque houve atraso em duas licitações para obras de infra-estrutura na Vila e a Prefeitura até agora não fez o empenho orçamentário.
Em 2002, quando o Rio venceu San Antonio na disputa pela sede do Pan, o projeto previa 48 prédios na Vila. Com o tempo, o número foi sendo reduzido, passando para 25 e, finalmente, para 17.
Apesar dos problemas, porém, a Odepa ainda crê que os Jogos serão um sucesso.
- Os govemos (municipal, estadual e federal) estão empenhados, a coordenação é ótima, tudo no Rio é excepcional – afirmou Julio Maglione, responsável da Odepa pela vistoria das obras do Pan.
- Estou confiante de que iremos ter os melhores-Jogos da história, um orgulho para a América do Sul.

(Lance!, 14/06/2005, p. 26)