PINGUE-PONGUE
HÁ 18 ANOS NA CBAt, GESTA
FALA EM ÚLTIMO CICLO
DA REPORTAGEM LOCAL
Dirigente
há mais tempo à frente de uma confederação,
Roberto Gesta, 60, dirige hoje também a confederação
sul-americana de atletismo. Mas o amazonense, que já atuou com
vôlei e tênis de mesa e foi secretário do Esporte
no Amazonas, diz estar pronto para deixar a CBAt. (CCP E
ECL)
Folha - Você é o mais
antigo à frente de confederação...
Roberto
Gesta - É verdade. Mas só me lembro de ter tido
oposição em 1987. Se sair da confederação
hoje, vou deixá-la sem nenhuma dívida. Aqui tudo é
discutido pela comunidade. Não ficaria se houvesse oposição
ferrenha, que discordasse de projetos.
Folha
- E até quando ficará?
Gesta - Pela primeira
vez, sinto-me à vontade para deixar a CBAt. Estou mais
entusiasmado agora, mas sinto que é o último
mandato.
Folha
- A longevidade beneficia o esporte?
Gesta - Se a pessoa é
inadequada e há alguém melhor, ela deve sair, mas mudar
por mudar não tem sentido.
Folha - A Lei Piva
influenciou para que este fosse o ciclo com menor rotatividade?
Gesta
- Talvez. Esse dinheiro gera estabilidade. A Lei Piva é
uma conquista, mas só esse dinheiro não permite gerir
uma confederação. Há demandas e projetos que
exigem mais dinheiro.
Folha - Qual o período
mais difícil e o seu maior feito?
Gesta - Foi duro
negociar os patrocínios [hoje o patrocinador é a CEF].
E, no início, a CBAt estava com dívidas e sem apoio. O
maior feito foi ter trazido dois Mundiais e os meetings
internacionais para o país. Para Pequim-08, é preciso
mais dois anos para ver a situação de cada atleta e
suas chances.
(Folha de S. Paulo, Folha Esporte, 06/02/2005,
p. D-6)