Vice do Barça vê chance ao país com Copa
GABRIEL
CODAS
Da Máquina do Esporte, São Paulo
Para
o vice-presidente de finanças do Barcelona, Ferran Soriano, a
realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil é
uma oportunidade para os clubes brasileiros ampliarem suas receitas e
investirem nos estádio. O dirigente participou, na manhã
desta sexta-feira, da conferência “A Indústria do
Futebol e a Estratégia de Negócios no Mercado
Esportivo”, promovido pela Cámara Española de
Comercio e pela Universidade Anhembi Morumbi.
Durante o
evento, Soriano falou sobre como o mercado do futebol europeu evoluiu
na última década, com crescimento anual entre 10% a
25%. Ele aponta como um dos fatores determinantes para o resultado o
aporte na melhoria dos estádios no continente.
“Na
Europa, há 20 anos, os estádios não tinham o
conforto que possuem hoje. Após as melhorias que foram
realizadas, os serviços prestados melhoraram muito. Hoje, no
caso do Barcelona, Camp Nou representa um terço de nossas
receitas”, explicou o dirigente.
Soriano apontou também
os novos contratos com a televisão como outro ponto importante
na evolução das receitas dos clubes. Segundo ele, até
30 anos atrás, na Espanha, os valores negociados eram baixos,
pois havia monopólio. Agora, com a concorrência, as
quantias são mais elevadas.
“Antes, 90% de
nossas receitas tinham origem na venda de ingressos. Era mais ou
menos como um circo. Hoje somos uma empresa da indústria do
entretenimento, assim como a Disney. O nosso Mickey e o nosso Pato
Donald são nomes como Ronaldinho, Messi e Eto’o”,
comparou Soriano.
O dirigente explicou que apesar do mercado
inglês movimentar 2,55 bilhões de euros, e o espanhol
1,36 bilhão, os dois clubes com melhor receita do mundo são
o Real Madrid (351 milhões de euros) e o Barcelona (290
milhões de euros).
“Os resultados são
obtidos devido à boa gestão das equipes. Um caso
clássico é a comparação entre o
Manchester United e Tottenham, que faturavam os mesmos 25 milhões
de euros há cerca de 15 anos. Hoje, o Manchester arrecada 242
milhões de euros, contra 107 milhões de euros do clube
de Londres”, explicou o vice-presidente de finanças do
Barcelona.
Soriano falou ainda da reestruturação
que a atual diretoria do clube realizou, cortando gastos, mas
investindo para manter uma equipe competitiva, já que a
conquista de títulos é importante.
“Quando
assumimos, em 2002-2003, a folha de pagamento representava 88% do
nosso orçamento. Para atual temporada, os gastos com
funcionários vão representar 54% das receitas”,
concluiu o dirigente.
(Máquina do Esporte, http://maquinadoesporte.uol.com.br/new/noticias.asp?id=7454, 23/11/2007)