Guarani
vendeu Deyvid para dono de supermercado
Campinas,
SP, 5 (AFI) – Aos poucos a venda do meia Deyvid, do Guarani
para o Palmeiras,
vai se esclarecendo. Como o jogador tinha vínculo com o clube
campineiro apenas por mais alguns meses, expirando em janeiro de 2008
e existiam contratos paralelos entre o Guarani, o empresário
Oscar Barnardi e uma empresa de auto peças de Campinas, a
diretoria bugrina resolveu documentar a transação em
apenas em R$ 100 mil, valores que, segundo a cartolagem bugrina,
estão retidos na Justiça do Trabalho.
Na
verdade quem comprou o "passe" de Deyvid teria sido o
empresário gaúcho Delcir Sondas, dono da Rede de
Supermercados Sondas e que vem investindo em direitos federativos de
atletas profissionais. Recentemente Sondas já havia adquirido
os direitos federativos de Joãozinho, jogador das categorias
de base do Rio Branco. Delcir Sondas também tem participação
nos direitos de Rafael Sobis e Renteria, gozando de prestígio
e amizade com o vice-presidente do Palmeiras, José
Cirilo.
Empresário jura estar fora
Além
dos R$ 100 mil oficializados, Delcir Sondas fez mais um pagamento
"por fora" de R$ 200 mil ao Guarani e deu mais dois cheques
de R$ 250 mil para os próximos meses, totalizando R$ 800 mil
pela transferência dos direitos federativos de Deyvid. Estes R$
200 mil recebidos, o Guarani depositou em contas de terceiro e já
usou para pagar salários atrasados de seus jogadores.
Mas,
consultado pelo Futebol
Interior,
o empresário deu outra versão à história:
"O
atleta já está no Palmeiras
e eu não tenho nada com isso. A negociação foi
feita por um investidor de soja. Não conheço o atleta,
sei que ele é de um time do interior e só".
Apesar do Guarani estar fazendo uma operação
ilegal, foi a única forma que encontrou para se preservar,
evitando pagar a Furacão Auto Peças, empresa que
aproveitou a instabilidade financeira do clube para ter lucros
exorbitantes, colocando no Guarani dinheiro sem origem e ainda, em
nome de terceiro.
E também evitar de pagar o agente
esportivo Oscar Bernardi, que já tem vantagens econômicas
como procurador do atleta e que usou o nome do Guarani para valorizar
o jogador Deyvid.
Problemas
poderão surgir
O
único problema é que se houver uma fiscalização
nas contas de todos os envolvidas, o Guarani poderá ter
problemas civis e tributários e seus dirigentes serão
processados criminalmente.
A Furação Auto
Peças, revoltada em ter sido passada para trás, está
brigando na Justiça para receber os valores da transação.
Através da empresa RA Marketing Esportivo, que foi
constituída pela Furacão para fazer negócios com
o Guarani, ingressou com um pedido para bloquear o contrato entre
Deyvid e o Palmeiras. A ação foi distribuída
para a 9ª Vara Cível de Campinas e, por enquanto, a
Furacão/RA Marketing não obteve êxito em sua
pretensão.
(Futebol Interior, http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=14875&id_clube=14, 05/07/2007)