WORLDCOM
VAI A BANCOS E ESCREVE A BUSH NA LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA
Presidente
da empresa diz que também está ultrajado e promete
ajudar nas investigações
FILADÉLFIA
- A WordCom foi à luta pela sobrevivência. Seus
executivos procuraram ontem os bancos tentando novos créditos
e termos flexívies para as dívidas atuais. Ela também
respondeu às críticas que recebeu de várias
autoridades.
O
presidente e diretor-executivo do gigante das telecomunicações,
John Sidgmore, enviou carta ao presidente dos Estados Unidos, George
W. Bush, com data de 27 de junho, afirmando que, assim como ele, a
atual equipe administrativa, encontra-se surpresa e ultrajada. "Este
é o motivo pelo qual imediatamente trouxemos a questão
ao conhecimento da Comissão de Valores Mobiliárisos e
do público", diz a carta. Sidgmore afirmou "estar
orgulhoso pelo fato das irregularidades terem sido descobertas por
sua equipe" e pelo fato de que ela teve "coragem e
profissionalismo para agir rapidamente".
"Nesse
espírito, esta carta reafirma nosso compromisso em trabalhar
com o presidente e as agências adequadas para investigar este
problema sério e servir de exemplo, ao aceitarmos a
responsabilidade e tomar ações decisivas."
O
juiz federal que está presidindo o caso de fraude nos balanços
da WorldCom, Jed S. Rakoff, determinou a indicação de
um monitor corporativo para supervisionar todas compensações
pagas pela companhia. Ele acatou o pedido da SEC de apontar um
monitor e ordenou às partes envolvidas que selecionem três
candidatos até 3 de julho. O monitor vai supervisionar todos
os pagamentos feitos pela WorldCom para seus executivos, diretores e
empregados, prevenindo qualquer "enriquecimento ilícito"
relacionado à fraude apontada, determinou o juiz. Além
disso, o monitor vai assegurar que a companhia não destrua ou
altere documentos que reguladores e promotores possam pedir como
parte das investigações sobre a fraude . A empresa não
se opôs à exigência da SEC por um monitor. O
advogado da WorldCom, Paul Curnin, disse que a companhia está
"feliz" por cooperar com a SEC, com os advogados dos EUA e
com o Congresso.
A
Fitch Ratings examinou a exposição dos principais
bancos globais comerciais e de investimento à WorldCom e
concluiu que nenhuma mudança em rating ou perspectiva será
declarada por enquanto. Um cenário razoável indica que
as atuais exposições de crédito à empresa
produzirão algum "ruído" nos resultados
trimestrais e provisórios dos bancos, mas não em
magnitude que resulte em perdas imediatas.