NOTÍCIAS –
01/02/2005
1 de Fevereiro de 2005 - A
Europol, força policial da União Européia (UE),
estima que existam no mundo 4 mil grupos do crime organizado, que
movimentariam entre 2% e 5% do PIB global, pela estimativa do FMI.
(Gazeta Mercantill, 1ª Página, 01/02/2005, p. 1)
UE
REFORÇA COMBATE AO CRIME, QUE MOVIMENTA 2% A 5% DO PIB GLOBAL
Bruxelas, 1 de Fevereiro de 2005 -
Um informe da Europol, força policial da União Européia
(UE), estima que existam no mundo 4 mil grupos do crime organizado.
Para lutar contra esse tipo de delinqüência, Bruxelas
propõe um intercâmbio informatizado sobre condenações
judiciais na Europa.
A lavagem de dinheiro e conseqüentes
lucros vultosos conseguidos pela criminalidade organizada, constituem
de 2% a 5% do PIB mundial, segundo o Fundo Monetário
Internacional (FMI). A Comissão Européia (CE), dentro
do programa sobre temas de justiça, segurança e
liberdade para o período 2005-2010, apresentou uma nova medida
para a luta contra a grande criminalidade; a criação de
um mecanismo informatizado de intercâmbio de informação
sobre condenações penais nos estados membros da UE.
Os chefes de estado ou de governo do bloco europeu decidiram,
na reunião de cúpula de 2004, reforçar a
cooperação, em relação à justiça
e assuntos internos, a fim de incrementar a luta contra a
criminalidade. O mais recente informe da Europol sobre o crime
organizado enfatiza que o número total de grupos organizados e
de seus membros cresce a cada ano.
Bruxelas considera que o
rápido acesso às informações relativas às
condenações judiciais no território do bloco é
uma prioridade para a realização do espaço
judicial europeu. Atualmente, existem enormes deficiências na
circulação dessas informações, o que
constitui um obstáculo na luta contra essas organizações
criminosas.
O informe da Europol assinala que em 2001 foram
detectados pelo menos 3 mil grupos criminosos com cerca de 30 mil
membros. Em 2002 esse número cresceu para quase 4 mil, com
cerca de 40 mil membros. O relatório enfatiza , além
disso, que a cooperação entre esses grupos no âmbito
internacional não pára de aumentar, ao mesmo tempo em
que se amplia seu raio de ação
Esses laços
se estreitam também dentro do bloco europeu e com os
principais países de onde procedem esses bandos de criminosos.
A investigação da Europol assinala, por exemplo, entre
os delitos econômicos, a atividade de grupos chineses, com a
utilização fraudulenta de cartões de crédito.
Romenos e búlgaros são especialistas na falsificação
de cartões e cédulas de euros.
A CE estima que
nos últimos quinze anos houve uma explosão de grupos
criminosos organizados, que teceram uma ampla rede de conexões.
de maneira a atuar em grande escala, o que lhes proporciona grandes
lucros. Essas fortunas foram conseguidas graças ao tráfico
de drogas, de pessoas , principalmente mulheres e crianças,
armas e munições, e falsificações de
todos os tipos de produtos, em escala internacional.
(Expansión)
(Gazeta Mercantil, Internacional, 01/02/2005, p. A-8)