MERRILL
LYNCH TAMBÉM PASSA A SER INVESTIGADA
A
Merrill Lynch, maior corretora do mundo, entrou ontem na mira de
promotores públicos norte-americanos por supostamente ter
feito recomendações enganosas de ações
durante a expansão do setor de tecnologia em 1990.
O
a dvogado público geral de Nova York, Eliot Spitzer, disse que
obteve uma ordem judicial da Corte Suprema de Manhattan, que vai
forçar a Merrill a revelar supostos conflitos de interesses
entre seus analistas de pesquisa e os bancos de investimentos.
Seg
undo Spitzer, os analistas do Merrill emitiram cotações
distorcidas de papéis, numa tentativa de assegurar contratos
para os serviços de investimento bancário. Em um email
rastreado pelos procuradores, um analista teria considerado a ação
de uma empresa "um lixo", mas fez a recomendação
de compra porque a empresa era cliente da Merrill Lynch.
A
corretora anunciou estar confiante que uma revisão dos fatos
vai mostrar que agiu em suas pesquisas de forma independente e
íntegra. Segundo nota divulgada pel a empresa, "as
conclusões (de Spitzer) são claramente erradas". A
empresa também informou que vai se defender "vigorosamente".
Os
analistas de Wall Street estão sendo postos em evidência
desde episódios como o colapso da Enron, que ajudou a
intensificar as investigações por parte de investidores
e advogados sobre os critérios dos analistas. Em março,
analistas foram questionados no Congresso dos Estados Unidos, porque
continuaram a recomendar ações da Enron, mesmo ela
estando perto de uma concordata.
(Agências
internacionais)
(Gazeta
Mercantil, 10/4/2002, P.A-14)