DISNEY
QUER AUDITORES LONGE DOS CONSULTORES
Bloomberg
News
de Burbank, Califórnia
A
Walt Disney informou que não vai mais controlar serviços
de consultoria e auditoria de uma mesma empresa. A medida foi tomada
diante das crescentes dúvidas manifestadas ultimamente quanto
à independência dos auditores. A segunda maior empresa
mundial de mídia não entrará em nenhum acordo
novo de consultoria com seus auditores extemo; e está
reavaliando seu atual relacionamento com a Pricewaterhouse Coopers
LLC, afirmou o principal executivo Michael Eisner.
A
decisão da Disney é tomada quase dois meses depois de a
Enron ter pedido concordata, em 2 de dezembro. A falência da
empresa de energia colocou pressão sobre as empresas de
consultoria para evitar conflito de interesses. Quatro das cinco
maiores do setor, inclusive a Pricewaterhouse Coopers, apóiam
a restrição dos serviços de consultoria para os
clientes."Embora as discussões sobre a pertinência
desta prática provavelmente se estenderão por um certo
tempo, com argumentos legítimos de ambos os lados, decidimos
tomar uma atitude definitiva e imediata", observou Eisner.
Por
seu lado, a Pricewaterhouse Coopers, maior empresa de consultoria do
mundo, informou que planeja para este ano uma oferta pública
inicial de seu negócio de consultoria administrativa e que
pretende registrá-la na Securities and Exchange Comrnission
(SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) até
meados do ano.
Se
a Pricewaterhouse Coopers completar sua separação em um
tempo hábil, a Disney "espera que muitos de seus anuais
contratos continuem em vigor", afirmou Eisner.
A
Disney anunciou que seu lucro no primeiro trirnestre fiscal aumentou
81%, com a redução dos custos, apesar da queda das
vendas de anúncios na rede de televisão ABC e do número
menor de visitantes a seus parques temáticos. O lucro líquido
aumentou para US$433 milhões no trimestre concluído em
31 de dezembro, do lucro operacional de US$242 milhões obtido
no ano passado. A receita caiu 5,2%, de US$7,53 bilhões para
US$7,02 bilhões.
Em
contrapartida a esta boa notícia, a empresa alertou que
operacional deve cair 42% neste trimestre e as vendas de anúncios
na ABC devem continuar diminuindo, bem como a freqüência
em seus parques temáticos.
(GAZETA
MERCANTIL, 4/2/2002, P. C-3)
