ESCÂNDALO
Executivo,
que depôs no Senado dos EUA, teria aplicado golpes contábeis
"NÃO
MENTI", DIZ EX-DIRETOR DA ENRON
DA
REDAÇÃO
Jeffrey
Skilling, que ocupou o cargo de diretor-executivo da energética
norte-americana Enron até pouco antes de a empresa entrar em
concordata, disse ontem, em depoimento no Senado, que "não
mentiu para o Congresso nem para ninguém". O executivo
também negou que tivesse enganado o Kenneth Lay, ex-presidente
da Enron.
De
acordo com o depoimento de uma vice-presidente do grupo, Skilling
teria aplicado golpes contábeis e feito Lay de tolo, ao
dar-lhe informações imprecisas sobre a situação
financeira.
As
declarações dela haviam colocado em contradição
o executivo, que há havia deposto. Segundo Skilling, a empresa
entrou em concordata, em dezembro passado, porque as suspeitas em
relação às práticas contábeis
derrubaram a credibilidade da empresa, que não teve como
honrar suas dívidas. Para o executivo, não foram as
práticas contábeis em si que levaram ao colapso.
O
depoimento de Skilling durou cinco horas e meia. Ao contrário
de outros executivos, ele preferiu falar. Indagado sobre por que não
seguiu a atitude dos colegas que não depuseram, disse: "Não
tenho nada para esconder". Os senadores não se
convenceram. Para eles, seria impossível Skilling não
ter conhecimento das fraudes contábeis.
Com agências
internacionais
(FOLHA
DE S. PAULO, FOLHA DINHEIRO, 27/2/2002)