5ª SESSÃO ORDINÁRIA DO TRIBUNAL PLENO, DIA 15 DE MARÇO DE 2006

EXPEDIENTE INICIAL

HOMENAGEM AO CONSELHEIRO ANTONIO CARLOS MESQUITA


Senhor Presidente,
Senhores Conselheiros,
Senhor Procurador-Chefe da Procuradoria da Fazenda do Estado,
Senhores funcionários,
Senhoras e senhores,


Vivemos, no dia de ontem, mais um momento de tristeza na história deste Tribunal.

Depois de longo período de declínio de sua saúde, entrou em fase final irreversível de insidiosa moléstia o nosso caro amigo de tantos anos e companheiro de judicatura neste Tribunal, Conselheiro Antonio Carlos Mesquita, falecido ante-ontem e ontem velado, com todas as honras, na Câmara Municipal de sua cidade natal – Limeira.

Representando este Tribunal compareceram Conselheiros, assessores e funcionários, levando as nossas condolências institucionais e pessoais aos dignos familiares do ilustre e já saudoso extinto.

De muitos de nós, Antonio Carlos Mesquita foi companheiro de ideais políticos, de Administração Pública e de judicatura de contas.

Na premência de tempo, não teria sido possível preparar um necrológio à altura do amigo e colega que nos deixou.

É possível lembrar alguns tópicos de sua carreira de homem público:

Vereador, ainda muito moço, aos 23 anos, em sua querida Limeira, demonstrou desde logo sua vocação política, que o levaria, pelos serviços prestados, a merecer a eleição para Deputado Estadual por três mandatos.

Foi colega parlamentar dos nobres Conselheiros Eduardo Bittencourt Carvalho e Robson Marinho, e também colega de secretariado dos ilustres Conselheiros Fulvio Julião Biazzi, Claudio Ferraz de Alvarenga e Renato Martins Costa.

Secretário de Administração, na gestão do Governador Franco Montoro, e Secretário de Governo e da Casa Civil, na gestão do Governador Orestes Quercia, quando teve como seu secretário-adjunto o nobre Conselheiro Edgard Camargo Rodrigues.

Mereceu, do Governador Orestes Quercia, a indicação, desde logo aprovada pela nobre Assembléia Legislativa, para Conselheiro deste Tribunal, tendo tomado posse em sessão especial de 20 de Julho de 1988.

Coube-me, na oportunidade, a honra de saudar o novo Conselheiro, designado que fui pelo então Presidente, Conselheiro Orlando Zancaner, tendo, na ocasião lembrado que sua excelência vinha para esta casa em razão de, como homem público, ter percorrido uma longa carreira de altos cargos públicos no Estado de São Paulo, além de ter desenvolvido atividades como jornalista e advogado.

Ao terminar aquela minha saudação ressaltei que estava certo de que o amigo Mesquita “cujo traço de caráter é honrar a palavra empenhada, saberá cumprir, com saber, serenidade e espírito público, as nobres funções de julgador, como disse Ruy Barbosa ´fugindo do medo, esquivando humilhações e não conhecendo a covardia´”.

Assim foi Antonio Carlos Mesquita, nesta Casa, como Conselheiro, vice-Presidente, e atingindo o ápice, na presidência deste Tribunal, tendo se aposentado cumpridas as exigências constitucionais e legais em 30 de março de 1994.

Ontem, em seus funerais, o ex-Governador Orestes Quercia, fazendo o necrológio do Conselheiro Antonio Carlos Mesquita diante do corpo do Ilustre extinto, e perante os enlutados familiares, amigos e tantas autoridades, ressaltou as nobres qualidades de homem público, destacando sua competência, dedicação à causa pública e lealdade.

Ao traçar este rápido retrato do colega e amigo que acabamos de perder, registro o nosso pesar e apresento as nossas sentidas condolências aos dignos familiares do Vereador, Deputado Estadual, Secretário de Estado, Conselheiro e Presidente deste Tribunal – e sobretudo excepcional homem público – Antonio Carlos Mesquita.


Sala das Sessões, 15 de Março de 2006.


Antonio Roque Citadini
Conselheiro