Tribunal
de Contas do Estado de São Paulo
33ª Sessão
Ordinária do Tribunal Pleno, em 30 de novembro de
2005.
EXPEDIENTE INICIAL
PRESIDENTE
– A palavra está aberta à disposição
dos eminentes Conselheiros. Com a palavra o eminente Conselheiro
Antonio Roque Citadini.
CONSELHEIRO ANTONIO ROQUE CITADINI
– Sr. Presidente, Srs. Conselheiros, Sr. Procurador da Fazenda
do Estado e demais presentes. Nesta oportunidade, gostaria de fazer
um registro que é bastante triste para todos nós –
o falecimento do ilustre Conselheiro Luiz Aberto Bahia. Ele morreu
anteontem e era pessoa muito conhecida, pois, além de grande
jornalista, iniciando-se em 1945 no “Correio da Manhã”,
entre 69 a 72 foi editorialista do “Globo” e após
esteve no “Jornal do Brasil”, vindo a integrar, desde a
criação em 1978, o Conselho Editorial da “Folha
de São Paulo”. Mas, sua morte empobrece o país
pois o conheci, como muitos Conselheiros, integrante do Tribunal de
Contas do Município do Rio de Janeiro, onde ficou de 1980 até
1993, numa oportunidade bastante importante para os Tribunais, quando
se discutia a Constituição de 88 e o período
inicial de sua vigência.
O Conselheiro Bahia, já
com um nome reconhecido pelos Tribunais, deu grande contribuição
naquela ocasião, voltada para a disposição do
modelo de fiscalização dos Tribunais de
Contas.
Recordo-me que tivemos um Congresso no Rio e o
Conselheiro Luiz Alberto Bahia, praticamente nos guiou àquela
altura dos acontecimentos, dado não ao seu enorme conhecimento
adquirido como Conselheiro exemplar, mas também pelos
ensinamentos acumulados na área política, bastando
citar, dentre as suas funções públicas, que
integrou o Conselho do então BNDE e foi Chefe do Gabinete
Civil do Governador Negrão de Lima.
Ele, com aquele
cabelo branco e aquele cavanhaque, era pessoa de grande cordialidade
e sabedoria, com muita rapidez e agilidade mental.
Mesmo
aposentado há algum tempo, ainda assim, em várias
momentos, dele nos socorremos, lembrando a respeito, por exemplo, que
naquela reforma da Constituição, em que o hoje
Presidente do STF, Ministro Jobim, foi o relator, o Conselheiro Luiz
Alberto Bahia, mais uma vez, muito nos ajudou, sendo uma permanente
fonte de consulta.
Então, Sr. Presidente, para
finalizar, gostaria de encaminhar um voto de profundo pesar e
conforto à família dele, além de salientar a
rica contribuição dada aos Tribunais de Contas e aos
que neles atuam.
PRESIDENTE – Oportuna lembrança
do eminente Conselheiro decano, e é evidentemente aprovada à
unanimidade.
SALA DAS SESSÕES, 30 DE NOVEMBRO DE 2005