CONSELHEIRO
CRITICA RETROCESSO
A
falta de transparência na apresentação das contas
à sociedade é a principal crítica do Tribunal de
Contas do Estado (TCE) ao avaliar os gastos do governo Mário
Covas referentes a 1999.
Em seu relatório, o conselheiro Citadini diz que as contas do governo devem ser apresentadas da forma mais transparente possível, contendo o maior número de informações para a sociedade. Nesta linha de pensamento, as presentes contas, de 1999, mostram um retrocesso em relação às dos anos anteriores.
Na sua opinião, por meio da prestação de contas o governo deveria divulgar os dados que interessam à sociedade. No presente caso, deparamo-nos com a falta de publicação, pelo governo, do relatório de atividades. Nos meus 13 anos de Tribunal de Contas aprendi uma lição: contas mal divulgadas são contas ruins.
A ausência da publicação do relatório de atividades, diz Citadini, dificulta a avaliação dos resultados das ações governamentais em todas as áreas, especialmente saúde, educação, habitação e segurança.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o secretário estadual da Fazenda, Yoshiaki Nakano, rebateu a crítica de falta de transparência nas contas do governo Covas.
O secretário baseia sua afirmação em quatro pontos: o envio anual do relatório das atividades e das contas para a Assembléia Legislativa e o encaminhamento trimestral deste mesmo relatório ao TCE.
Nakano afirma ainda que todos os dados sobre gastos do governo estão disponíveis na Internet, além da disponibilidade de terminais, tanto no TCE quanto na Assembléia Legislativa, com acesso direto às contas públicas do Estado.
(DIÁRIO POPULAR, "ECONOMIA & POLÍTICA", 2/7/2000, P.1)
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