VELASQUEZ
PEDE AJUDA AO TCE
Prefeito
busca maneira de não ser responsabilizado pelo problemas de
Rio Grande da Serra.
PATRÍCIA
PAIS
Da Redação
O prefeito de Rio
Grande da Serra, candidato à reeleição pelo PT,
Ramon Velasquez, passou o dia de ontem em reunião com o
conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Antonio Roque
Citadini, em busca de soluções para os problemas da
cidade e, pricipamente, para encontrar um meio de não ser
responsabilizado por elas em dezembro. Fomos tentar buscar
caminhos para dirimir a situação de Rio Grande.
Queremos mostrar que queremos resolver a situação
caótica do município, afirmou.
Segundo o
petista, o TCE se comprometeu a ajudar a Prefeitura a estudar os
erros cometidos por administrações passadas colocando
um assessor para acompanhar as contas da cidade. Ele disse que o
economista e assessor do diretório nacional do partido,
Antonio Doria, virá à cidade para fazer um levantamento
das dívidas da cidade, junto com o promotor e secretário
jurídico, Augusto Cravo. A partir de hoje (ontem) vamos
procurar mostrar ao TCE a boa vontade que temos em resolver e
encontrar soluções. Nosso objetivo é, de umavez
por todas, interromper o ciclo de promiscuidade com a coisa pública
que havia na cidade, disse Velasquez.
Ele afirmou que
enviará as denúncias de irregularidades já
apontadas diretamente ao Ministério Público. Já
temos várias delas detectadas como o desvio de verda para
construção de uma creche para o pagamento de
precatórios e a questão da SAMCIL (o dinheiro
descontado dos funcionários públicos para pagar o
convênio médico que desapareceu, deixando uma dívida
de R$246 mil da Prefeitura com a empresa).
De acordo com o
petista, a dívida da cidade, estimada em R$13 milhões
no primeiro levantamento que fez, não pára de crescer.
Na primeira análise, não contamos os precatórios.
Após 51 dias, incluímos 13 precatórios (são
32 ao todo) e ela já está em R$18 milhões, sem
contar uns R$3 milhões de resíduos. Velasquez
estima que, com todos os precatórios e as atualizações
financeiras, este valor subiria para cerca de R$30 milhões. A
arrecadação anual da cidade é de R$7,5 milhões
em média.
O oitavo prefeito no último mandato
declarou que o principal motivo de sua reunião com o
Conselheiro do TCE foi o de mostrar sua boa intenção em
querer resolver a situação da cidade. Não
posso ser responsabilizado por todos os desmandos de outras
administrações. Queremos que o TCE nos mostre um
caminho para a solução, disse Velasquez.
Desde
que assumiu, o petista vem tentando distanciar sua imagem dos
problemas de Rio Grande, demitiu funcionários ociosos e
fantasmas, diminuiu as horas extras e lançou políticas
de contenção de gastos com combustível,
duodécimo, entre outros.
(DIÁRIO
DO GRANDE ABC, 25/8/2000, p. 10)