CDHU
HISTÓRICO
CONTRATOS SÃO CONSIDERADOS IRREGULARES
O Tribunal de Contas do Estado considerou que pelo menos 150 contratos
feitos pela CDHU têm problemas.
De acordo com Roque Citadini, conselheiro do Tribunal, em cerca de 100
deles não cabe mais recurso, a condenação é
irreversível.
Os
pareceres do TCE vão ser enviados ao Ministério
Público, que pode pedir a abertura de processo na Justiça
contra Hama.
O
último lance na série de suspeitas contra o
ex-presidente da CDHU Goro Hama foi o bloqueio de seus bens em ação
em que é suspeito de favorecer uma corretora de seguros
ilegalmente.
Hama
alega que assinou um documento que foi fraudado. (JN)
(AGORA S. PAULO, 11/01/2000, P. 4)
SUSPEITO
Goro
Hama deixa a presidência da CDHU
O governador Mário Covas anunciou que havia aceito o pedido de
demissão de seu homem de confiança. Ele é
acusado de uma série de irregularidades na empresa.
Covas
fez o anúncio após uma reunião com prefeitos de
cidades afetadas pela chuva. Ele também comunicou a saída
do vice-presidente da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional
e Urbano), Lázaro Piunti, e do diretor financeiro, Luiz Carlos
Espindola.
"Foi
a contragosto que atendi esse pedido, porque o que se tem feito
contra o Goro Hama é uma coisa impensável",
afirmou Covas.
O
Tribunal de Contas do Estado (TCE) considerou irregulares pelo menos
150 contratos da CDHU. No entanto, o governador disse que os
contratos foram feitos na gestão anterior à sua. Covas
chamou de perseguição a publicação das
irregularidades apontadas pelo TCE, mas evitou afirmar que Hama não
está envolvido.
O
governador disse que já tem nomes para ocupar a presidência
da empresa, mas não quis adiantar nenhum.
Covas
afirmou que, ao aceitar a demissão, pretendia poupar Hama do
desgaste sofrido pelas denúncias. Ele negou que Hama tenha
saído para evitar os ataques durante a eleição
municipal deste ano. O vice-governador Geraldo Alckmin é
candidato à prefeitura.
Hama
está na presidência da empresa desde o início do
primeiro mandato de Covas (1995-1998). Ex-deputado estadual pelo
PSDB, ele havia sido tesoureiro da campanha do tucano para o governo
do Estado, em 1994.
A
CDHU é uma das áreas mais cobiçadas do governo
por ser responsável por obras que têm grande
visibilidade e são muito populares. No entanto, a companhia
vem sendo regularmente envolvida em suspeitas de superfaturamento e
favorecimento de empresas em seus contratos. (Fernanda Burattini e
Juliano Nóbrega)
RESPOSTA
Covas diz que problemas vêm de antecessor
O governador disse ontem que os contratos da CDHU considerados
irregulares foram firmados na gestão anterior. Os contratos
são a principal irregularidade atribuída a Goro Hama,
que deixou ontem a presidência da empresa. Em sua gestão,
no entanto, ele manteve os contratos considerados suspeitos.
Hama sempre negou a existência de irregularidades nos contratos
firmados pela empresa. Ele não deu entrevistas ontem, após
o anúncio de seu pedido de demissão. (JN)
(AGORA S. PAULO, 11/01/2000)
Leia
mais:
-
Diário
Popular, 13/06/1999: Auditorias do TCE e as acusações
contra a CDHU.
-
Folha
de S. Paulo, 02/07/1999: CDHU e os contratos para vigilância de
imóveis.
-
Agora,
03/07/1999: Contratações irreglares efetuadas pela
CDHU.
-
O
Estado de S. Paulo, 01/10/1999: TCE rejeita contratos da CDHU e da
CPTM.
-
Diário
Popular, 09/12/1999: CDHU renova contrato com compadre de Covas.
-
Sessão
2a. Câmara, 01/04/1997: Contrato entre CDHU e Schahin Cury Eng.
e Com.
-
Folha
de S. Paulo, 02/04/1997: CDHU é multada por contrato
irregular.
-
Sessão
2a. Câmara, 02/12/1997: Contratos entre CDHU e as empresas
Gocil e Power.
-
Sessão
2a. Câmara, 04/05/1999: Contrato entre CDHU e Construtora
Ferramar.