TRIBUNAL
DE CONTAS
CITADINI
ASSUME PRESIDÊNCIA
Novo
dirigente destaca a importância da instituição
para impedir gastos indevidos nos órgãos
públicos e anuncia que fará o possível
para mantê-la sempre modernizada.
Ao
assumir a presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o
conselheiro Antonio Roque Citadini destacou a importância da
contribuição que o órgão dá à
sociedade, "impedindo gastos indevidos", por meio da
rejeição de "termos contratuais, acordos e
aditivos celebrados por órgãos da administração
com desrespeito à legislação". Citadini, de
47 anos, que foi presidente do tribunal pela primeira vez em 1991,
sucede a Renato Martins Costa, para exercer mandato por um ano.
Na
cerimônia, os conselheiros Cláudio Ferraz de Alvarenga e
Eduardo Bittencourt Carvalho foram empossados na vice-presidência
e na Corregedoria do TCE, respectivamente. O novo presidente foi
saudado pelo governador Mário Covas, que destacou a
experiência e independência dele no exercício do
cargo de conselheiro, ressaltando a importância do tribunal no
regime democrático.
Em seu
discurso, Citadini disse que o tribunal vem se aprimorando, sendo
necessário que "assim continue, com o objetivo de
desincumbir-se fiel e adequadamente de todas as suas competências
constitucionais e legais, não medindo esforços para
empreender ações e adotar medidas de atualização
de suas normas e procedimentos, propiciando um entendimento eficiente
com os órgãos fiscalizados".
Segundo
o conselheiro, entre as novas atribuições do TCE,
destaca-se o exame prévio de editais de licitações,
sendo o único caso em que o tribunal procede ao julgamento
antes da realização da despesa".
Há
"previsão legal de concessão de liminar de
sustação de editais e isto tem ocorrido em várias
oportunidades", acrescentou.
Citadini
também citou a fiscalização das contas dos
municípios: "É importante lembrar que a auditoria
é realizada anualmente, ocasião em que a equipe de
auditores desta corte examina in loco diversas áreas, como
tesouraria, almoxarifado, compras, controle patrimoniais e
contratos". O novo presidente assegurou que, em sua gestão,
fará o possível para que o Tribunal de Contas "seja
permanentemente um órgão modernizado e atuante".
Ao
saudar os novos dirigentes, em nome do TCE o conselheiro Robson
Marinho se referiu a Citadini como "pessoa que caminha para a
frente, valendo-se do passado, mas com vistas voltadas para o
futuro". E mais: " Ele sabe que a vida obedece a uma
dinâmica que exige constantes decisões diante de fatos
novos. Sabe que problemas novos surgirão e que as soluções
não podem deixar de preservar os valores fundamentais da
sociedade."
Na
transmissão do cargo ao sucessor, o conselheiro Renato Martins
Costa disse que não falaria sobre suas realizações
e que só espera um reconhecimento: "O de que se
trabalhou, e muito, pelo desenvolvimento e modernização
do tribunal, pois o Estado e os municípios também se
desenvolveram e se direcionam, inexoravelmente, para a modernidade.
Se não os acompanharmos, ficaremos superados.
E
fiscalização ineficiente talvez seja tão
perniciosa quanto ausência de Fiscalização."
Espera-se, ressaltou, que "tenhamos acrescentado ao acervo desta
casa, qualitativa e quantitativamente, um legado significativo nessa
direção".
Entre
outras personalidades, compareceram à cerimônia o
prefeito Celso Pitta; o presidente do Tribunal de Justiça,
desembargador Dirceu de Mello; e os ex-governadores Franco Montoro,
José Maria Marin, Luiz Antonio Fleury Filho, Paulo Maluf e
Orestes Quércia.
(PUBLICADO
NA "TRIBUNA DO DIREITO", FEV/98, P. 24.)