ADMINISTRAÇÃO CONSEGUE ELIMINAR O DÉFICIT PÚBLICO
Saneamento de contas começou no início do mandato, quando o Estado gastava 20% mais do que arrecadava.
O governo Mário Covas (PSDB) é o grande destaque de um relatório da Salomon Brotlers - empresa de consultaria pertencente ao grupo do maior banco de investimentos dos Estados Unidos - sobre o desempenho da economia brasileira neste ano. O documento foi preparado para investidores estrangeiros e dedica 10 das 37 páginas ao que chama de "grande reestruturação financeira de São Paulo para recuperar a clássica função de governo". De acordo com a respeitada consultaria norte-americana, São Paulo está se destacando em um cenário onde Estados e municípios têm grandes dificuldades para implementar um ajuste Fiscal com credibilidade. "Em alguns casos, a folha de pagamento alcança 90%", afirma o relatório.
Nesse quadro, o documento ressalta o trabalho do governo Covas, porque situa a melhoria das contas de São Paulo a partir de janeiro de 1995, início da atual administração. "As reformas já produziram ganhos expressivos, principalmente no campo fiscal", avalia o relatório. Houve uma reversão do déficit orçamentário de 22% em 1994 para 0,01 % em 1996 resultado comprovado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) ao analisar as contas de Covas O relatório do TCE destaca que o déficit público de 1996 foi o menor dos últimos 20 anos.
O estudo da Salomon Brothers também elogia o controle dos gastos públicos e a eficiência na cobrança de impostos., "A informatização e conexão entre os centros responsáveis, pela cobrança de impostos ou controle das divisas foram as duas mais importantes ações realizadas pelo Estado", afirma o relatório. "No momento em que essas medidas simples foram implantadas, o aumento da arrecadação foi imediato."
Desta forma, conforme o relatório, a poupança do Estado teve uma melhora significativa. "Saiu de um déficit de R$ 756 milhões em 1994 para um superávit de R$ 1,8 milhão em 1995 e de R$ 2,1 milhões em 1996", cita o estudo. Entretanto, apesar do esforço, o relatório observa que a poupança liquida foi negativa: "O Estado não tem capacidade para investir ou implementar qualquer política pública." (S.B.)
(Publicado no Jornal da Tarde, em 15.09.1997, p. 3-A)