PROCURADORIA INVESTIGARÁ CONTRATOS DE COVAS


Contratos das empresas Tejofran e Power com o governo Mário Covas serão alvo de investigação da Procuradoria de Justiça de São Paulo.



O procurador-geral da Justiça paulista, Luiz Antonio Guimarães Marrey, encaminhou um pedido para que o conselheiro presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Renato Martins da Costa, envie os documentos para apurar "eventuais irregularidades" nos contratos.


As empresas, que atuam na área de prestação de serviços, são da propriedade de Antônio Dias Felipe, amigo do governador. Covas, em discurso na posse do novo presidente da Dersa, Antonio Jamil Cury, aproveitou para comentar o fato. Segundo o governador, as empresas não foram beneficiadas em seu governo e, em apenas duas situações emergenciais, foram contratadas sem licitação.

"As taxas de participação das referidas empresas no volume total dos gastos diminuíram: em janeiro de 95, a Tejofran participava com 4,2% do total e, em janeiro deste ano, caiu para 3,2%; a Power, no início do governo representava 2% do total de gastos com empresas prestadoras de serviços e hoje participa com I,8%", afirmou Covas.


De acordo com o conselheiro do TCE Antônio Roque Citadini, numa decisão preliminar, pelo menos em um contrato feito no governo Covas com a empresa Power foram encontradas irregularidades. "Há diferenças grandes entre o preço estimado e o preço na hora do contrato", afirmou.


O governo vai ter de explicar, por exemplo, porque foram elevados os preços de serviço de vigilância em terrenos e conjuntos habitacionais da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) A empresa Power, vencedora dê uma licitação recebe R$ 8,33 por cada hora de trabalho de um vigilante. O valor é superior à previsão da própria CDHU, de R$ 6,54 por hora.

 

(Publicado no “Gazeta Mercantil”, em 11.06.1997, p. A-8)

 

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