TCE PODE AUTORIZAR AUDITORIA EM PAULÍNIA



O Presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Renato Martins Costa, pode decidir ainda amanhã se autoriza o início de auditoria na Prefeitura de Paulínia (17 km de Campinas).

A auditoria foi pedida pelo conselheiro do TCE Antonio Roque Citadini. Ele quer investigar a venda um lote de 14 milhões de ações da Sabesp, que pertenciam ao Município desde a década de 70

O conselheiro também quer investigar todos os contratos de venda de ações públicas envolvendo demais prefeituras do Estado e corretora de valores.

O negócio realizado em Paulínia entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro foi intermediado pela corretora Walpires, de São Paulo, e teria dado prejuízo de pelo menos R$ 781 mil aos cofres públicos.

Segundo Citadini, a decisão do Presidente do Tribunal sai entre amanhã e Quarta-feira.

Esse negócio, efetivado entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro pela corretora Walpires de São Paulo, teria dado prejuízo de, no mínimo, R$ 781 mil ao Município.

Além de Paulínia outras 341 prefeituras de São Paulo eram portadoras de ações da Sabesp. Não se sabe quantas delas se desfizeram dos títulos.

Os prefeitos estariam vendendo também, no mesmo esquema, ações da Cesp, CPFL, Banco do Brasil, Telesp, Eletropaulo e Petrobrás, que foram adquiridas pelos municípios de diferentes maneiras nas últimas décadas.

Suspeitas já existem.

Segundo o Conselheiro Roque Citadini, em seu parecer feito na última semana, a suspeita de que muitas corretoras estavam agindo junto às prefeituras e comprando as ações a preço bem abaixo dos de mercado - já existiam a algum tempo.

"O caso de Paulínia era o que precisávamos para entrar nessa história", disse. As corretoras teriam interesse em formar uma carteira de títulos públicos, de olho na provável privatização das estatais envolvidas.

(FSP)

 

(Publicado no jornal “Folha da Tarde”,em 03.03.1997, p. A-6)


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