TCE quer explicação de fundos sobre CPFL

da Reportagem Local

O TCE (Tribunal de Contas do Estado) decidiu pedir informações aos fundos de pensão de estatais paulistas que participaram da privatização da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz). A iniciativa partiu do conselheiro Antonio Roque Citadini e foi motivada, principalmente, pela disparidade entre o valor pago pelo lote de mil ações da CPFL no leilão de privatização (R$ 380) e sua cotação em Bolsa (cerca de R$ l 50 depois do crash global). Cinco grupos de pensão estaduais integraram o consórcio que ganhou o leilão da CPFL: Fundação Cesp (da Companhia Energética de São Paulo), Economus (Nossa Caixa-Nosso Banco), Sabesprevi (Sabesp), Metrus (Metrô) e Banesprevi (Banespa). Citadini quer saber se foram realizados estudos técnicos por cada um dos fundos para justificar suas participações no leilão. Ele requer ainda informações sobre as decisões que levaram à participação no leilão, indicação dos responsáveis finais por essas decisões e a participação financeira de cada fundo na privatização da CPFL.

Os fundos terão dez dias para enviar as informações a tribunal, a contar da data de recebimento do pedido. p

 

Publicado na folha de São Paulo em 20.11.97 p.

 

 

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