DIÁRIO
ESPECIAL
O DINHEIRO DA EDUCAÇÃO
O Governo Covas começou
a elaborar o Orçamento do Estado para o próximo ano sem
saber se irá acatar a recomendação do Tribunal
de Contas do Estado (TCE), que pede mais investimentos na área
de Educação - que, assim como outras áreas
sociais, sofreu cortes de verbas nos três primeiros anos. O
TCE, durante o julgamento, das contas de Covas referentes a 96,
determinou uma correção de rumos: que fossem incluídos
nos gastos com educação o ICMS pago em atraso e
parceladamente - que vem sendo desconsiderados dessa conta desde
91.
Para o deputado estadual César Callegari
(PSB), essa mudança nos cálculos dos gastos com
educação já vale para este ano. Mas, no Governo,
ninguém acredita que isso deva acontecer - principalmente
agora que Covas voltou a cortar recursos da área social para
cobrir parte da dívida paulista. A expectativa é quanto
ao Orçamento de 98, último ano do mandato de Covas.
Callegari afirma que se a recomendação do TCE for
acatada, isso representará R$1 bilhão a mais para o
setor.
Além da recomendação do
TCE, a procuradoria-geral da República também está
investigando denúncia de Callegari sobre irregularidades nos
gastos com educação. Para evitar problemas com o
tribunal e com a Justiça, Covas deverá acatar a
determinação. A questão é de onde retirar
recursos para a educação, justamente em um ano
eleitoral - onde a prioridade é fazer obras que apareçam"
ao eleitorado.
(Publicado
no jornal Diário Popular, em 20.07.1997, p. 9)